O governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), avalia que o prefeito eleito em Cuiabá, Abilio Brunini (PL), venceu as eleições municipais pelo perfil polêmico e não pelos apoios que recebeu. Segundo Pivetta, se dependesse da classe política da Capital, dificilmente, a candidatura dele se consolidaria. Para Otaviano, os 171.324 eleitores que votaram em Abilio emitiram uma mensagem aos partidos.
"Acho que a menagem dessas eleições desse ano foi muito forte. O poder que o cidadão tem hoje, a pessoa física. A trajetória que o Abilio fez, por exemplo, se ele dependesse do apoio dos políticos ele não seria nem candidato. Acabou se elegendo prefeito pela sua persistência, personalidade e isso representa o desejo da mudança do povo cuiabano", disse o governador em exercício ao Veja Bem MT nesta segunda-feira (28).
A primeira vez que Abilio Brunini pleiteou o Alencastro foi em 2020. Na época, ele tinha o ex-secretário adjunto de Turismo, Fellipe Wellaton (PRD), como candidato a vice-prefeito. Inicialmente sem muito crédito, a chapa surpreendeu e conseguiu avançar para o segundo turno, mas acabou derrotada pelo atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
Abilio continuou na cena política, investindo em críticas à esquerda e à gestão Emanuel até as eleições de 2022, quando foi eleito deputado federal. Em Brasília, ganhou notoriedade nacional ao se envolver em polêmicas no Congresso. A fama controversa chegou a ser utilizada na campanha em 2024 à Prefeitura de Cuiabá, quando ele incentivou os seguidores a "ativar o modo louco".
Ao colocar o seu nome à disputa, Abilio disputou internamente com o presidente da Câmara de Cuiabá, Chico 2000 (PL), que além de perder o protagonismo como candidato a prefeito, também foi retirado da presidência do diretório municipal do partido. Abilio, ficou com os dois postos e recebeu o apoio em massa da alta cúpula do PL.
Uma das comprovações da sua aceitação na sigla foi a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante sua campanha às municipais.
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