O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que “não nomear também é governar” ao comentar a decisão de adiar a promoção de cinco tenentes-coronéis ao posto de coronel da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT). A ascensão dos oficiais, prevista inicialmente para ocorrer neste ano, deve ficar para depois das eleições de 2026, enquanto entidades de classe cobram o preenchimento das vagas em aberto e criticam a falta de definição do governo.
“Não passou do tempo. Eu falei ontem e vou repetir, não nomear também é governar. O governador tem a chancela para tomar a decisão que julga conveniente para a sociedade”, afirmou Pivetta em coletiva de imprensa nesta terça-feira (8).
Indagado se o adiamento estaria relacionado a um clima de insatisfação por parte de coronéis ou de outros membros da Polícia Militar, o governador negou qualquer atrito interno.
“Não é por isso [insatisfação]. É uma questão realmente que foram promovidos todos os policiais. Foram mais de 450 promoções na última semana, da nossa gloriosa Polícia Militar. E ficou essas nomeações, provavelmente cinco, já que tem três se aposentando. Então nós temos um prazo tranquilo, não é nada fora do normal”, explicou o governador à imprensa.
O embate tem como pano de fundo a disputa de 15 tenentes-coronéis da PMMT que concorrem a cinco vagas de promoção por merecimento ao posto de coronel, o topo da carreira militar no estado.
Embora as celebrações de aniversário de 191 anos da PMMT, na última quinta-feira (3), tenham sido marcadas pela promoção de mais de 400 policiais, a ausência de definição para o último posto da carreira de oficiais motivou a reação da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (ASSOF PM/BM-MT).
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A entidade divulgou uma nota pública expressando preocupação e indignação com a demora na efetivação das promoções por merecimento, pontuando que todos os trâmites legais e avaliações de competência interna da corporação já tinham sido concluídos.
A associação, presidida pelo coronel PM Wankley Corrêa Rodrigues, sustenta que a discricionariedade conferida ao governador para escolher os promovidos deve ser exercida dentro dos limites regulamentares e não pode se transformar no esvaziamento total do fluxo promocional por merecimento.
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