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Política Quinta-feira, 01 de Outubro de 2026, 14:58 - A | A

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Quinta-feira, 01 de Outubro de 2026, 14h:58 - A | A

DEBATE ACALORADO

Millas acusa Wellington de ter Pedro Henry e Cinésio como “braço direito”

Candidato do Missão apontou presença de Pedro Henry e Cinésio Nunes na estrutura do rival; senador ressaltou histórico de 36 anos de vida pública sem condenações e garantiu veto a nomes irregulares no 1º dia

BIANCA MORTELARO
Da redação

Reprodução/TV Vila Real

MILLAS E FAGUNDES

O candidato Rafael Millas (Missão) voltou a questionar Wellington Fagundes (PL) sobre o envolvimento do ex-deputado federal Pedro Henry e Cinésio Nunes de Oliveira, ex-secretário de Infraestrutura de Mato Grosso na gestão do ex-governador Silval Barbosa, na campanha e no grupo político do liberal. Durante o terceiro bloco do último debate ao Governo de Mato Grosso, promovido pela TV Vila Real nesta quinta-feira (1º), Millas afirmou que Pedro Henry seria coordenador da campanha de Wellington e citou Cinésio como integrante de sua estrutura política.

“O Wellington Fagundes tem dois condenados como braço direito dele. Um é Pedro Henry, condenado no Mensalão, como seu coordenador de campanha. Tem também Cinésio, citei no último debate, que é um cara envolvido em escândalo de corrupção, delatado por Silval Barbosa, que hoje trabalha lá no Senado, com um salário altíssimo”, declarou Millas.

Pedro Henry, médico e ex-deputado federal, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do Mensalão a sete anos e dois  meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Cinésio Nunes de Oliveira ocupou o comando da Secretaria de Estado de Infraestrutura durante a gestão Silval Barbosa, e foi condenado pela Justiça por improbidade administrativa.

Na resposta, Wellington afirmou que cada pessoa deve responder individualmente por seus atos e prometeu estabelecer critérios para ocupação de cargos de confiança em eventual governo.

“Cada um responde pelo seu CPF, mas eu tenho certeza que o governo Wellington Fagundes será um governo que vai trazer oportunidade para todos que sejam, acima de tudo, comprometidos com a honestidade, como sempre foi na minha vida. São 36 anos de mandato que eu nunca fui condenado. Eu sou ficha limpa, sou vida limpa”, afirmou.

Na réplica, Millas contestou a promessa e disse que Wellington já deveria aplicar o mesmo critério em seu gabinete e na campanha.

“O senhor mente que nem sente, porque, se realmente a sua régua fosse essa, você não teria hoje como braço direito nomeado um condenado, que é o Cinésio, e outro, que é Pedro Henry. O senhor disse que vai fazer quando chegar ao governo, mas você não aplica essa regra hoje no seu gabinete. O seu coordenador de campanha é Pedro Henry”, afirmou.

Na tréplica, Wellington reafirmou que pretende criar, no primeiro dia de eventual governo, um decreto com regras para impedir a nomeação de pessoas que tenham cometido irregularidades incompatíveis com o exercício de cargos públicos.

“Eu lhe garanto que será feito no meu primeiro dia de governo o decreto para que ninguém ocupará cargo público que tenha feito qualquer coisa que a lei não permita”, declarou.

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