Os candidatos Rafael Millas (Missão) e Sargento Laudicério (PRTB) criticaram a destinação de emendas parlamentares do senador Wellington Fagundes (PL) a pesquisas na Antártida. As falas ocorreram durante o último debate ao Governo de Mato Grosso, promovido pela TV Vila Real nesta quinta-feira (1º).
Millas levantou o tema ao questionar Laudicério sobre a definição de prioridades para uma eventual gestão estadual. O candidato citou uma emenda de cerca de R$ 6 milhões para São Paulo e outra destinada a pesquisas na Antártida, questionando se os recursos não deveriam ser aplicados em Mato Grosso.
Laudicério afirmou que não tinha informações suficientes para avaliar especificamente o recurso destinado à Antártida e ponderou que poderia se tratar de financiamento para pesquisa científica. O candidato, que se apresentou como pesquisador, deslocou a discussão para áreas que considera prioritárias para o Estado, como saúde, segurança e habitação.
“Relacionado à Antártida, eu não sei se foi direcionada à pesquisa, então o que me preocupa é relacionado a isso, porque eu sou pesquisador, sou doutor e trabalho com isso. Agora, o que nós temos que trabalhar no Estado de Mato Grosso é trabalhar com prioridades”, afirmou.
Na réplica, Millas retomou os valores mencionados e voltou a questionar a destinação de recursos para outros estados e para pesquisas na Antártida.
“Esse é o ponto, Sargento, tal da prioridade. Talvez mandar R$ 6 milhões para Iperbarica, para São Paulo, não seja uma prioridade tão urgente aqui para Mato Grosso. E também mandar R$ 800 mil para um estudo na Antártica”, afirmou.
Millas também afirmou que o valor destinado ao projeto na Antártida teria aumentado ao longo do tempo e defendeu que recursos provenientes de emendas de um parlamentar de Mato Grosso sejam direcionados prioritariamente ao Estado.
Na tréplica, Laudicério reforçou que sua eventual administração teria como prioridade investimentos em saúde, segurança e políticas sociais. Como exemplo, citou a necessidade de equipamentos para atendimento médico no Estado.
“Por exemplo, o Hospital do Câncer, que não tem um PET Scan, que é um aparelho que faz a medida, que trabalha a questão de resultados mais eficazes e mais rápidos para a população que está doente. Então, eu trabalharei com a prioridade”, afirmou.
ASSISTA
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










