O candidato Rafael Millas (Missão) afirmou que a candidata Natasha Slhessarenko (PSD) “está num arco de aliança de corruptos”, ao questionar os apoios políticos que integram sua candidatura ao Governo de Mato Grosso. Em resposta, Natasha disse que responde por seus próprios atos e afirmou que nenhum dos nomes citados faria parte de seu governo.
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O confronto ocorreu durante o debate promovido pela TV Vila Real nesta quinta-feira (1º), quando Millas citou o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), Gilmar Fabris (PSD) , Pedro Taques (PSB) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao questionar a composição política de Natasha.
Natasha afirmou que os nomes mencionados integram o arco de alianças, mas negou que isso signifique que terão participação em sua eventual administração. A candidata também disse que não pretende atribuir culpa ou inocência aos aliados e que utilizará os mesmos critérios de transparência para aliados e adversários.
“Eu respondo pelo meu CPF. Nenhuma dessas pessoas estará no meu governo, a princípio, eles fazem parte do arco de alianças. Eu não estou aqui para dar atestado de inocência ou de culpa para nenhum deles. Aliás, a minha régua de transparência é a mesma tanto para aliados quanto para adversários”, respondeu.
Natasha também rebateu Millas citando integrantes do partido Missão, entre eles Renan Santos e Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”. Ela fez referência a declarações de Arthur do Val durante viagem à Ucrânia e afirmou que não utilizaria manifestações de integrantes de um partido para associá-las diretamente ao candidato.
“Eu jamais faria qualquer tipo de alusão a você por causa de um comentário de uma pessoa que é do seu partido”, disse.
Na réplica, Millas afirmou que sua crítica não era direcionada à conduta individual de Natasha, mas às alianças políticas estabelecidas por sua candidatura. Ele também defendeu o partido Missão das acusações de corrupção e voltou a citar os grupos políticos que, segundo ele, apoiam a candidata.
Millas ainda questionou se os aliados políticos de Natasha poderiam cobrar espaço ou compromissos em uma eventual gestão.
“Essa turma com certeza vai cobrar fatura quando a senhora chegar ao Palácio Paiaguás, e se a senhora chegar. Minha preocupação foi só essa”, declarou.
Na tréplica, Natasha afirmou que seu plano de governo prevê mecanismos de transparência e controle patrimonial para integrantes do primeiro escalão e acrescentou que a medida também alcançaria familiares.
“Todo primeiro escalão, assim como eu, vice-governador, o meu marido, minhas filhas, vão entregar anualmente a nossa declaração de renda e de bens para que possa haver aí evolução patrimonial”, declarou.
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