O candidato Rafael Millas (Missão) e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) concentraram críticas ao senador Wellington Fagundes (PL) durante o segundo bloco do último debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso. Ao discutirem a política de incentivos fiscais, os dois fizeram referências ao histórico de Wellington e trocaram acusações relacionadas à concessão de benefícios fiscais no Estado.
O ‘fogo amigo’ ocorreu após o primeiro bloco ser marcado por acusações entre Wellington, Pivetta e Millas sobre empresas supostamente ligadas à família do senador e o recebimento de incentivos fiscais.
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Millas abriu o confronto perguntando a Pivetta sobre o funcionamento do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic), questionando por que o benefício é tão utilizado em Mato Grosso.
Ao responder, Pivetta afirmou que o programa foi criado na gestão do ex-governador Dante de Oliveira e defendeu que o Prodeic atende mais de 1,5 mil indústrias distribuídas por 130 municípios de Mato Grosso.
Pivetta também aproveitou a resposta para retomar as críticas a Wellington e citou Alan Fábio Prado Zanatta, que ocupou o cargo de secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme). O governador fez referência a episódios envolvendo a concessão de incentivos fiscais e afirmou que, na gestão atual, o processo passou a ter transparência e isonomia.
“No nosso período, nós damos transparência e isonomia, ninguém mais precisou falar com o secretário para conseguir incentivo fiscal, ninguém mais precisou falar com o deputado. Diferente de quando o candidato aqui conseguiu o Prodeic para a família dele, que foi concedido pelo Zanatta, que foi preso, né? Porque concedia incentivo fiscal de acordo com a cara do freguês”, declarou em debate promovido pela TV Vila Real nesta quinta-feira (1º).
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Na mesma resposta, Pivetta citou ainda acusações relacionadas a gestões anteriores e mencionou delações feitas pelo ex-governador Silval Barbosa, envolvendo Wellington e um ex-secretário.
Após a resposta, Millas defendeu que o benefício seja utilizado enquanto o Estado ainda enfrenta custos elevados de logística, mas afirmou ser contrário à sua manutenção permanente. O candidato pelo partido Missão questionou qual seria, atualmente, o principal atrativo para uma empresa se instalar no Estado sem a existência do benefício fiscal.
“Não dá para ficar demonizando hoje o incentivo fiscal, enquanto o Estado ainda não tiver toda essa infraestrutura que vai baratear a frente, vai baratear escoamento. Então, qual seria o atrativo de uma empresa de Mato Grosso hoje se não fosse o incentivo fiscal?”, disse.
O embate ocorreu logo após uma sequência de confrontos no primeiro bloco envolvendo Wellington, Pivetta e Millas sobre a existência de benefícios fiscais para empresas ligadas à família do senador. Wellington negou ter recebido incentivos por meio de suas empresas ou das empresas de familiares e chegou a desafiar os adversários a apresentarem documentos que comprovassem as acusações.
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