Política Sexta-feira, 01 de Julho de 2022, 10:21 - A | A

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"É FAZER O CIDADÃO DE BOBO"

Mendes diz que aprovação da PEC Kamikaze é "papagaiada" visando "votinho"

Texto que foi aprovado na noite desta quinta prevê uma série de medidas voltadas aos mais afetados com a alta do preço dos combustíveis

ALEXANDRA LOPES e AMANDA DIVINA
Da Redação

Michel Alvim/SECOM-MT

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O governador Mauro Mendes (UB) soltou o verbo contra o Congresso Nacional na manhã desta sexta-feira (1º) pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição da autoria do senador Carlos Fávaro (PSD), conhecida como 'Kamikaze'. Para Mauro, o texto que amplia uma série de benefícios sociais a três meses das eleições gerais é uma verdadeira 'papagaiada', além deter fins totalmente eleitoreiros.

“É muito ruim ver um governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso Nacional, pensando apenas num jeito de ganhar um votinho. Isso é muito ruim. Isso quebra a sociedade brasileira. Isso quebra o nosso país e o nosso Estado. Ou se trabalha sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai parar no buraco! Aconteceu isso em Mato Grosso. Aconteceu isso no Brasil. O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira”, começou Mendes.

O senador licenciado Carlos Fávaro (PSD) autor da PEC 'Kamikaze' negou que a medida tenha relações eleitoreiras, já que é aventado na mídia nacional que a PEC surge para beneficiar Jair Bolsonaro (PL), que já não vem pontuando bem nas pesquisas de intenção de votos.

LEIA MAIS: Fávaro nega interesses eleitoreiros da PEC que amplia benefícios sociais a 3 meses do pleito

Na avalição de Mauro, a medida deveria ter sido estudada em 2021 para vigência neste ano. “Agora, três meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também. Hoje em dia, o cidadão eleitor está muito esperto, muito mais que aqueles políticos que tem no Congresso Nacional”, emendou.

No início da semana governador também criticou o Congresso Nacional pela aprovação da Lei Complementar 194/2022, que limita a taxa de cobrança do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) pelos estados em faixas de 17% e 18%. Apesar da reclamação, afirmou que ainda não ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a aprovação da lei, porque "está 'P' da vida" com a atuação de alguns governadores, apontando que estes estariam agindo eleitoralmente.

“Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral, sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro para política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento. DNIT tem o menor orçamento de sua história. A BR-163 lá para cima chegou aos frangalhos por falta de manutenção”, pontuou.

 

 

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