Segundo o boletim, Bolsonaro "no momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo". A nota foi assinada pelo cardiologista do ex-presidente, Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.
Após a internação, seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o hospital e afirmou que o ex-presidente estava "consciente e lúcido, mas com voz fraca e abatida". Segundo Flávio, "nunca houve tanto líquido no pulmão dele. Líquido que veio da broncoaspiração, do seu estômago", disse aos jornalistas na saída do hospital.
Segundo Flávio, a água dos pulmões de Bolsonaro é oriunda do estômago, por causa dos soluços frequentes que o ex-presidente apresenta. "Isso pode se alastrar para uma grande infecção", disse o senador.
"Estão brincando com a vida do meu pai", disse Flávio. O senador pede que Bolsonaro volte para prisão domiciliar para ter "cuidado permanente da família, cuidado técnico de enfermagem e um ambiente melhor".
O advogado de Bolsonaro Paulo Cunha Bueno também reforçou o pedido para que o ex-presidente volte para a prisão domiciliar. "A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do Presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente", diz o advogado em nota publicada no X (antigo Twitter).
Bolsonaro foi atendido na prisão pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por volta das 8h. Em nota enviada ao Estadão, o Samu informou que o ex-presidente apresentava "caso clínico sugestivo à pneumonia queixando-se de falta de ar". Ele chegou ao hospital DF Star por volta das 9h, em uma operação do Samu em conjunto com o Corpo de Bombeiros e com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
O ex-presidente está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Bolsonaro ficou esteve em prisão domiciliar até o dia 22 de novembro, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou sua prisão preventiva após a violação da tornozeleira eletrônica.
Pedido de prisão domiciliar
No dia 5 de março a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para confirmar a decisão de manter o ex-presidente na prisão. A defesa de Bolsonaro havia solicitado sua transferência para a prisão domiciliar alegando que a Papudinha não tem estrutura suficiente para os atendimentos médicos necessários.
No requerimento da defesa, os advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser afirmam que o ex-presidente apresenta um "quadro de doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes e alterações funcionais", que, segundo a defesa, justificam a concessão do benefício.
O relator do processo, ministro do STF Alexandre de Moraes, sustentou que a prisão "atende integralmente às necessidades do condenado". O ministro afirma que na prisão, Bolsonaro "tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental".
O magistrado especificou ainda que a Papudinha possui a estrutura adequada para atender às necessidades do ex-presidente. "Com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana, o recebimento de numerosas visitas de familiares, amigos, parentes, amigos e aliados políticos."
Em seu voto a favor de manter Bolsonaro na prisão, Moraes reforçou que o ex-presidente só está detido na Papudinha porque tentou romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar.
(Com Agência Estado)
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