"A compensação é por produtividade, não é por qualquer isenção de imposto ou coisa parecida", comentou Marinho, em entrevista concedida a jornalistas antes de entrar ao almoço oferecido pelo Sescon-SP, sindicato que representa empresas de serviços contábeis.
O ministro defendeu que a diminuição da jornada fará com que os trabalhadores sejam mais produtivos, uma vez que haverá maior satisfação no ambiente de trabalho, tendo como consequência a redução do absenteísmo e do esgotamento da saúde mental.
"Ao melhorar o ambiente de trabalho, você melhora a produtividade. Essa produtividade costuma compensar o impacto do custo relacionado à diminuição da jornada sem redução de salário", comentou Marinho. "Está claro que nós precisamos de uma solução que acabe com a 6x1. A jornada é cruel, especialmente para as mulheres", acrescentou.
O ministro salientou que a posição "muito clara" do governo é pela redução imediata da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Ele pregou cautela se o Congresso quiser discutir a redução para 36 horas sem escalonamento. "O governo analisa que não caberia ir para 36 horas imediatamente. Se o Congresso quiser discutir, recomendamos que tenha cautela, com base técnica e planejamento do tempo para chegar a 36."
"A nossa recomendação de governo, porque quem decide é o Congresso, é a implantação imediata de 40 horas semanais, sem redução de salário, com duas folgas na semana", finalizou Marinho.
(Com Agência Estado)
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