O governador Mauro Mendes (União Brasil) cobrou explicações do Judiciário sobre a soltura de Marcos Pereira Soares, o 'Marquinhos', que respondia pela morte de um vizinho com 27 facadas e obteve alvará para deixar a cadeia quando, supostamente, estuprou e matou a irmã, Estefany Pereira Soares, de 17 anos de idade, no bairro Três Barras, em Cuiabá. A concessão do documento que flexibilizou a pena é apurada pela Corregedoria da Polícia Penal. Mendes classificou a soltura como um "erro" do Judiciário. Ele atribuiu a falha da Corte às brechas na legislação.
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"Esse cara tinha que estar preso para o resto da vida. Ele saiu. Saiu por um erro do Judiciário, um erro que precisa ser explicado e acrediuto que vai ser explicado o que aconteceu", disparou Mauro Mendes nas redes sociais na manhã desta sexta-feira (13).
O primeiro crime de 'Marquinhos' foi a morte da tia. Depois, ele executou o vizinho e, durante atividade extra-muros por bom comportamento, agrediu uma mulher e passou a responder também por violência doméstica. A Polícia Civil aponta que ao ser liberado 'Marquinhos' planejou a morte da irmã.
Conforme o inquérito, ele aguardou a companheira deixar a casa do Três Barras e sequestrou a irmã. No imóvel, a suspeita é que ele torturou, estuprou e matou Estefany, cujo corpo foi encontrado despido em córrego do bairro na noite de quarta-feira (11). As roupas de Estefany foram localizadas na casa em que 'Marquinhos' morava. Para os investigadores, o plano de 'Marquinhos' foi executado de maneira solo.
Para o governador, casos como o de 'Marquinhos' reforçam que o Código Penal brasileiro precisa de uma "mudança drástica" e não dos habituais "remendos". "Nós temos que mudar defintivamente as leis desse país. A sociedade brasileira não aguenta mais. A gente prende e solta, prende e solta. Precisamos mudar drasticamente e não fazer remendo, isso não está resolvendo mais", falou.
Mauro, ventilado como pré-candidato ao Senado, disse que vai defender o fim do prende e solta, com o endurecimento das penas e a prisão perpétua. "A sociedade brasileira não aguenta mais o cidadão de bem viver refém do cirme e de criminiosso nesse país", concluiu o governador.
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