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Política Quinta-feira, 09 de Julho de 2026, 16:15 - A | A

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Quinta-feira, 09 de Julho de 2026, 16h:15 - A | A

"PEDIR NÃO DÓI"

Medeiros sugere Samantha Iris para vaga de Michelle no PL Mulher

Deputado federal defendeu o nome da primeira-dama de Cuiabá para o comando nacional do movimento; presidente da sigla reluta em achar substituta e chegou a sugerir o fim do cargo

BIANCA MORTELARO
Da redação

O deputado federal e pré-candidato ao Senado José Medeiros (PL) sugeriu ao presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, a indicação da primeira-dama, vereadora e pré-candidata a deputada estadual Samantha Iris como presidente nacional do PL Mulher, após a saída de Michelle Bolsonaro do cargo. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (9), em coletiva de imprensa, após visita à Câmara Municipal de Cuiabá.

“Eu sugeri que ele [Valdemar] pudesse colocar a Samantha, a nossa candidata a deputada estadual. Eu creio que a Michele mesmo se sentiria bem representada, eu entendo que o Valdemar não quer, talvez, criar assim: “oh, a Michele foi substituída”, mas vai ter que ter uma presidente nacional, né?”, disparou.

LEIA MAIS: Em crise com Flávio, Michelle elogia política do governo Lula

Questionado se teria perguntado diretamente ao parlamentar, Medeiros confirmou e frisou a conversa com o aliado, além de ressaltar a relação construída entre o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), a vereadora Samantha e a esposa do ex-presidente da república Jair Bolsonaro, Michelle.

“É, pedir não dói, né? A Michele tem um grande carinho pelo Abilio, pela Samantha, eu acho que a Samantha seria uma ótima presidente nacional”, destacou Medeiros.

ENTENDA

A saída de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher, anunciada em 30 de junho de 2026, ocorreu oficialmente para que ela pudesse se dedicar integralmente aos cuidados de sua família e de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. No entanto, esse movimento foi precedido por uma crise pública com seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro, motivada por divergências sobre alianças políticas no Ceará, com Michelle relatando ter sido "maltratada e humilhada" por ele em um telefonema.

Diante desse cenário, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, demonstrou grande resistência em encontrar uma substituta, chegando a declarar que não há ninguém "à altura" de Michelle dentro da sigla devido ao seu poder de comunicação e imagem. Valdemar chegou a sugerir a extinção da presidência nacional do movimento, mantendo apenas as estruturas estaduais, e proferiu declarações polêmicas ao ser questionado sobre nomes como Bia Kicis ou Júlia Zanatta, afirmando: "se a gente colocar uma, você sabe uma mulher como é que é, né?".

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