O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), criticou a decisão do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), de recorrer ao Judiciário para questionar dispositivos do regimento da Câmara. Para Max, a medida representa uma interferência na autonomia do Legislativo e pode enfraquecer a independência entre os Poderes. Max afirmou que a condução das normas internas da Câmara deve ser tratada pelos vereadores.
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“Na Assembleia Legislativa isso jamais seria aceito. Independentemente das diferenças políticas, os 24 deputados estariam unidos na defesa da autonomia do Parlamento. Nós estamos de passagem, mas as instituições permanecem e precisam continuar fortes. A democracia depende da independência entre Executivo, Legislativo e Judiciário”, afirmou nesta quinta-feira (9).
Abilio ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Tribunal de Justiça (TJMT). A petição tem como um dos objetivos permitir uma única recondução consecutiva aos cargos da mesa diretora dentro da mesma legislatura, o que em tese, beneficiaria a atual presidente, Paula Calil (PL).
O presidente da AL ressaltou que a preservação da autonomia do legislativo é um princípio essencial da democracia e disse que qualquer tentativa de interferência do executivo enfraquece a instituição.
“Isso desmoraliza a Câmara de Cuiabá. A maioria dos vereadores trabalha, apresenta resultados e merece respeito. Se o Legislativo aceitar uma interferência direta do Executivo em suas regras internas, acaba enfraquecendo o próprio Poder”, reforçou.
Apesar das críticas à iniciativa, Max afirmou que mantém uma relação institucional com o prefeito Abilio e garantiu que a Assembleia continuará colaborando com Cuiabá sempre que necessário.
“Não houve afastamento. Tenho uma relação tranquila com o prefeito. Sempre que Cuiabá precisar do apoio da Assembleia, estaremos à disposição, como já fizemos em outras oportunidades”, concluiu.
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