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Cidades Quinta-feira, 09 de Julho de 2026, 17:04 - A | A

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Quinta-feira, 09 de Julho de 2026, 17h:04 - A | A

PODE SER FATAL

Cansaço e falta de ar são alertas da insuficiência cardíaca

Cardiologista do Hospital Central orienta como identificar a doença, cujo dia de alerta é hoje (9)

Da redação

Um cansaço inexplicável e falta de ar podem ser sinais de uma doença que, se não acompanhada de perto, tende a ser fatal. No Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca, nesta quinta-feira (9), a cardiologista Geovanna Schauren explica como é a chamada doença do coração fraco e orienta o que fazer no caso de sintomas.

A doença surge quando o coração perde a capacidade de bombear sangue com eficiência, tendo dificuldade em suprir as necessidades do corpo. Entre os sinais mais evidentes estão falta de ar, cansaço e retenção de líquido.

“No início, o organismo encontra mecanismos para superar essa fragilidade, mas, com o tempo, a fadiga e a dificuldade para respirar aparecem não só nos esforços maiores, mas até mesmo em repouso”, afirma a cardiologista.

Já a retenção de líquido é formada pela dificuldade de o coração bombear sangue e nutrientes, ocasionando inchaços em diversas partes do corpo, como nas pernas. “A retenção mais grave é nos pulmões, o chamado edema pulmonar, porque é uma das principais causas de internação”, comenta Geovanna.

A insuficiência cardíaca geralmente se desenvolve a partir do descontrole de outras doenças, como diabetes, hipertensão, colesterol alto e obesidade. Além do infarto, uma doença nas válvulas do coração também pode ocasionar o quadro, o que reforça a necessidade de orientação médica ao sinal de qualquer um dos sintomas.

Tratamento

Além de remédios, o tratamento é multifatorial e pode incluir desde mudanças na alimentação, passando por fisioterapia geral ou fisioterapia respiratória e até chegar à necessidade de procedimentos cirúrgicos, para implante de dispositivos. Se não for devidamente acompanhada, a insuficiência cardíaca pode ocasionar arritmias e levar à falência do coração.

“Um paciente com esse quadro pode descompensar muito rápido, evoluindo para sintomas que parecem com o infarto, ou para o infarto de fato. Por isso, é importante se auto-observar e ser acompanhado por um cardiologista”, orienta a médica.

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