Política Sábado, 02 de Julho de 2022, 12:00 - A | A

Sábado, 02 de Julho de 2022, 12h:00 - A | A

EM TRAMITAÇÃO NA ALMT

Mauro orienta deputados a seguirem Constituição quanto à pecuária no Pantanal

Matéria, que é de autoria deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), foi aprovado em primeira votação na última quarta-feira

ALEXANDRA LOPES e AMANDA DIVINA

Christiano Antonucci

image

Apesar de não demonstrar se é contrário ou não à aprovação de projeto de lei (Lei 561/2022) que autoriza a pecuária extensiva no Pantanal, o governador Mauro Mendes (UB), nesta sexta-feira (1°), deu uma orientação aos parlamentares estaduais no sentido de sempre seguirem a Constituição, destacando que, quando veta um projeto oriundo da Assembleia, é porque aquele texto não era de competência do Legislativo.

A matéria, que é de autoria deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), foi aprovada em primeira votação na última quarta-feira. Foram 14 votos favoráveis e apenas um contrário, que partiu do deputado estadual Lúdio Cabral (PT). O petista disse que o texto da lei dá brechas para permitir a exploração da mineração no Pantanal.

LEIA MAIS: Deputado diz que lei destrói Pantanal e integra "pacote de maldades"

Na quinta, após audiência pública, Lúdio Cabral informou que vai recomendar a suspensão da tramitação do Projeto para que sejam apresentadas emendas para conter o que ele chamou de “verdadeiras ameaças” ao Pantanal e aos povos tradicionais.

LEIA MAIS: Deputados vão propor suspensão de trâmite do projeto que altera legislação sobre Pantanal

“Eu tenho que conhecer também sobre isso. Mas eu sempre digo aos parlamentares, que eles têm, como legisladores, para fazer as leis aqui, respeitar a maior das leis que existe no país, que é a Constituição, e se eles, como elaboradores de leis, não respeitam a maior lei desse pais, eles não tem moral nenhuma para cobrar que alguém respeite a lei deles. Respeitar a Constituição é respeitar a atribuição que a Assembleia tem, que o Executivo tem, que o Congresso Nacional tem”, declarou Mauro.

“Não adianta querer fazer uma lei aqui que é uma atribuição federal, não adianta fazer uma lei que tem que nascer no Executivo. Muitas vezes eu vetei porque a iniciativa não era de competência deles. Tem que respeitar o que está escrito na Constituição. Então, é uma conversa meio genérica, porque não conheço especificamente o projeto, mas essa fala vai valer sempre: respeitemos uns aos outros e conviveremos bem”, finalizou o governador. 

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia


Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros