Os prefeitos de Cuiabá, Abilio Brunini; Várzea Grande, Flávia Moretti; e Rondonópolis, Cláudio Ferreira, enfrentam crise com os respectivos vices. Com os relacionamentos intitucionais fragilizados, a incapacidade de aglutinação política dos três prefeitos das maiores cidades de Mato Grosso, respectivamente filiados ao PL, é escancarada, abrindo brechas a questionamentos sobre o potencial de governança das gestões. O último escândalo ocorreu em Rondonópolis com o rompimento entre Altemar Lopes da Silva (Podemos) e Cláudio Ferreira.
Altemar justificou o desembarque da base com sua insatisfação diante das decisões do prefeito. Para não se indispor, o vice-prefeito preferiu romper. Segundo ele, o anúncio foi feito pessoalmente à Cláudio, em uma conversa 'olho no olho' e em "alto e bom som".
"Foi uma conversa amistosa. Vou continuar orando por ele, mas, politicamente, as atitudes que tem tomado como gestor eu não concordo", disparou o vice-prefeito. "Não quero participar, não quero pactuar, não quero ficar. Quero continuar o meu caminho", completou Altemar.
Em Cuiabá, a situação é mais delicada. A Coronel Vânia (MDB) começou uma disputa interna por espaço, exigindo que Abilio loteasse uma secretaria. O prefeito cedeu, mas acabou exonerado Vânia após desentendimento entre a vice e a presidente da Câmara, Paula Calil (PL). Vânia voltou os olhos ao Palácio Alencastro e pressionou o prefeito para que concedesse um gabinete e o direito a contratação de servidores. Abilio novamente cedeu, depois cortou o orçamento de Vânia que estava isolada no NOVO e durante a crise com o prefeito decidiu se filiar ao MDB, partido associado à esquerda.
O posicionamento partidário de Vânia só aumento a distância entre ela e o prefeito. Abilio começou a podar ainda as chances da vice de receber protagonismo. O episódio mais recente está em andamento. O prefeito cumpre missão internacional de três dias nos Estados Unidos (EUA) e articulou para que Vânia não assumisse o mandato.
Na cidade vizinha, Várzea Grande, o clima não é otimista entre Flávia Moretti e o vice Tião da Zaelli (PL), padrinho político da prefeita no grupo de bolsonaristas. Desde que assumiram, os dois travam uma queda de braço pelo comando de secretarias, implicando em 12 trocas em 15 meses de mandatos.
Tião e Flávia trocam farpas publicamente com frequência. Um dos momentos mais delicados foi quando o vice ameaçou expor provas de um suposto 'caixa 2', pressionando Flávia a ceder espaço para indicação de nomes no alto escalão.
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