Reprodução/Assessoria

O senador eleito e ex-governador, Mauro Mendes (UB), e o deputado estadual reeleito, Dilmar Dal Bosco (UB).
O senador eleito e ex-governador, Mauro Mendes (União Brasil), evitou comentar a possibilidade de permanência do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil) na liderança do governo na Assembleia Legislativa (ALMT). Sinalizando que não irá interferir, ele disse que a indicação do deputado que exercerá a função é um entendimento que compete ao governador reeleito, Otaviano Pivetta (Republicanos), e ao novo secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Manciolli.
"Eu não tenho como comentar isso. Isso é uma coisa que tem a ver com o governador escolher quem será o seu líder lá. Isso é uma competência exclusiva do governador e do chefe da Casa Civil", declarou.
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Dilmar ocupa a liderança do governo desde a gestão de Mauro Mendes e foi responsável pela articulação entre o Palácio Paiaguás e os deputados estaduais ao longo dos últimos oito anos. Com a reeleição de Pivetta, porém, o cargo passou a ser alvo de especulações. A dúvida é se o governador optará pela saída de Dilmar da cadeira, acompanhando outras renovações do staff do Executivo.
O questionamento sobre a saída de Dilmar não tem relação com sua porcentagem de aprovação. O deputado tem a simpatia da base. O que tem aumentado os rumores sobre a substituição é a busca pelo fortalecimento da bancada do Republicanos, formada por quatro deputados, dos quais Diego Guimarães e Valmir Moretto, já sinalizaram disposição para ocupar a liderança. Além deles, Beto Dois a Um (Podemos), atual vice-líder do governo, também é cotado para a função.
A escolha do novo líder é considerada estratégica para a relação entre o Executivo e a Assembleia, já que cabe ao ocupante do posto defender as propostas do governo, negociar apoio e articular votações em plenário.
Dilmar acompanha o entendimento de Mauro Mendes e afirmou que a decisão é de Pivetta. Ele aguarda reunião com o governador para discutir seu futuro na base.
Pivetta está dedicado a reorganização do staff após a reeleição. O governador anunciou Eduardo Manciolli para comandar a Casa Civil, no lugar de Adjaime Ramos de Souza, que retornou ao cargo de secretário-adjunto de Relações Políticas.
Mauro Mendes já havia classificado a escolha de Manciolli como "normal e natural" e defendido a autonomia do sucessor para montar a própria equipe.
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