Quarta-feira, 11 de Março de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Política Segunda-feira, 02 de Outubro de 2023, 11:52 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Segunda-feira, 02 de Outubro de 2023, 11h:52 - A | A

MARCO TEMPORAL

Jayme aposta em PECs das terras indígenas como subterfúgio a "desarranjo" promovido pelo STF

Senador avalia que ministros insistem em legislar sobre "matéria vencida" pelo que está definido na Constituição Federal

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O senador Jayme Campos (União Brasil) voltou a criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) para anular o Marco Temporal das terras indígenas e apontou como subterfúgios à medida duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que tramitam no Congresso. Conforme o parlamentar, as matérias colocam fim ao "desarranjo no campo" instalado pelos ministros do STF que, ao ampliar ou criar novas reservas, abrem margem para a "insegurança jurídica" no país quanto à posse dos locais pelos atuais proprietários.

Jayme acredita que o Supremo está "invadindo" a jurisdição do Senado ao querer legislar sobre o assunto. Para o mato-grossense, o Marco Temporal é uma pauta "vencida", aprovada em plenário pela ampla maioria e com parâmetros definidos pela Constituição Federal. O parlamentar também pontuou que o texto-base está em discussão há quase 20 anos em Brasília, enfraquecendo o discurso de que sua implementação é imatura. 

LEIA MAIS: Mauro Carvalho comemora "vitória esmagadora" em votação do Marco Temporal e aguarda sanção

"O Marco Temporal demorou 17 anos para ser aprovado no Senado. Estamos apenas confirmando o que já existe através de despacho. O Supremo está invadindo a competência e atribuição do Legislativo, do Congresso Nacional. Temos que dar um basta. Mas, caso contrário, se eles entenderem que não está correto, está tramitando também nesses dias as PECs, uma na Câmara e outra no Senado", declarou Jayme Campos à Rádio Cultura nesta segunda-feira (2), indicandos as prospostas como alternativas às ações do STF. 

O senador falou que parte dos indígenas não quer mais áreas de preservação ambiental, conforme o que é pregado por órgãos internacionais. Na verdade, segundo Campos, os povos originários buscam oportunidades de exploração dos recursos naturais, mas acabam sendo "manipulados" por interesses secundários. Como exemplo, o parlamentar citou área de Campo Novo do Parecis (400 km de Cuiabá) com mais de 1.400 hectares em que a comunidade indígena se uniu para produzir.  

"O que está havendo é uma pressão internacional tão grande que os índios estão sendo manipulados. Tanto é verdade o que está acontecendo que o que eles querem realmente são reservas para trabalhar. Eles querem a possibilidade de explorar essas riquezas naturais", asseverou Jayme.  "O índio quer oportunidade, a possibilidade de comprar uma máquina, ter internet, ter um celular. E não podemos fazer com a decisão do Supremo interfira nesse direito em hipótese nenhuma", continou o senador. 

Jayme enfatizou que 14% do território nacional é de reservas indígenas. Com a derrubada do Marco Temporal, áreas que não eram ocupadas antes de 5 de outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição Federal, poderão ser demarcadas, elevando o percentual destinado aos povos originários para 27%. O parlamentar demonstrou flexibilidade para apoiar a medida apenas se os proprietários das terras forem remunerados pela concessão. 

"Você vai ampliar uma reserva ou vai criar uma reserva indígena? Pague o cidadão. Faça uma perícia, um levantamento de quanto vale a terra, quanto vale (sic) os investimentos que foram feitos ali, e não ser retire as pessoas a toque de caixa", disparou Jayme Campos. 

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros