A deputada federal e candidata a vice-governadora de Mato Grosso, Gisela Simona (União Brasil), afirmou receber com "naturalidade" as declarações do ex-governador e candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), que classificou a indicação dela como um "equívoco" político em comparação à manutenção de Fábio Garcia. Embora as divergências tenham exposto tensões na coalisão liderada por Otaviano Pivetta (Republicanos), a candidata buscou neutralizar o mal-estar ao destacar a legitimidade do governador em escolher seu próprio vice.
“Eu recebo com naturalidade a fala do governador porque foi público e notório que ele defendeu o tempo todo o nome de Fábio Garcia para ser o candidato a vice-governador do estado. Mas ele disse algo importante que, na verdade, o atual candidato a governo tem o direito e a legitimidade de escolher o seu vice”, destacou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (20).
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A manifestação de Gisela ocorre dias após Mauro Mendes externar, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (19), que preferia que Fábio Garcia continuasse como candidato a vice-governador, mesmo após investigação da Polícia Federal. Mendes avaliou a substituição por Gisela como um "equívoco" capaz de gerar desdobramentos políticos futuros, embora tenha reiterado o respeito à autonomia de Pivetta na condução de sua chapa.
A candidata à vice-governadoria revelou que já vinha articulando as bases políticas antes de aceitar o convite para integrar o projeto de Pivetta. Ela afirmou que o diálogo prévio com Mendes evitou maiores ruídos e selou o compromisso de apoio recíproco na corrida eleitoral.
“É a escolha do Otaviano Pivetta, então eu o respeito. Antes da aceitação do convite, eu conversei com o Mauro Mendes. Ele concedeu o seu apoio ao meu nome também, no sentido de que, se for a escolha do Otaviano Pivetta, ele estaria ao meu lado. Então nós caminhamos juntos nessa eleição de 2026”, disse.
A reconfiguração das candidaturas também alterou o cenário das eleições proporcionais. Com a saída da chapa majoritária, Fábio Garcia retorna ao pleito como candidato a deputado federal.
Questionada se o retorno de Garcia para a disputa proporcional poderia saturar a concorrência interna ou complicar as pretensões de outros candidatos do partido na busca pelo quociente eleitoral, Gisela demonstrou otimismo e projetou até duas cadeiras na Câmara Federal.
“Não, eu acredito que fortalece. Na verdade, nós temos aí uma chapa completa, uma chapa forte e nós temos grandes chances de fazer pelo menos dois federais”, concluiu a parlamentar.
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