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Política Sábado, 07 de Março de 2026, 08:40 - A | A

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Sábado, 07 de Março de 2026, 08h:40 - A | A

EM BUSCA DE 'ACOMODAÇÃO'

Galvan rejeita pressão do PL e reafirma pré-candidatura ao Senado: "deputado não serei"

Ex-presidente da Aprosoja abre conversas com Podemos, PRD e Avante após se recusar a disputar vaga na Câmara Federal pelo partido de Bolsonaro.

ALINE COÊLHO E GABRIEL BARBOSA
DA REDAÇÃO/DO LOCAL

O ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, confirmou na manhã deste sábado (7) que sua pré-candidatura ao Senado Federal é irreversível. O anúncio ocorre em meio a uma queda de braço com o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tentou convencer o líder ruralista a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, proposta rejeitada terminantemente por ele.

Galvan revelou que a pressão para que ele recuasse do Senado foi o principal motivo de não ter aderido ao PL após sua saída do Democracia Cristã (DC). "Houve uma pressão grande do PL para que eu fosse candidato a deputado federal, e eu já falei que para federal eu não serei. Já fui candidato ao Senado e conquistei o segundo lugar. Não tem como chegar hoje e aceitar que não tem lugar para a gente", disparou Galvan. Assista ao final. 

Atualmente, o destino de Galvan está entre o Podemos, do qual ele participa de um grande ato de filiação na manhã de hoje, o PRD e o Avante. Segundo ele, as conversas com o deputado estadual Max Russi, que assumi a presidência do Podemos em MT, estão avançadas.

A proposta na mesa seria a disputa por uma das duas vagas ao Senado em 2026 pela legenda, ou a possibilidade de o partido indicar um dos suplentes na chapa. Galvan também revelou que o partido Novo entrou na disputa pelo seu nome.

O ruralista ainda admitiu que houve sondagens para que ele disputasse o Governo do Estado, baseadas em pesquisas de rejeição de outros nomes, mas reafirmou: "O que está definido é disputar a vaga ao Senado Federal".

RECALL DE 2022

A confiança de Galvan sustenta-se no desempenho do último pleito. Em 2022, pelo PTB, ele surpreendeu ao conquistar o segundo lugar na disputa pelo Senado, somando 337.003 votos (25,95% do total). Ele acredita que o "recall" eleitoral e sua penetração no setor produtivo o credenciam como um dos favoritos para umas das vagas abertas.

Agora, a decisão final repousa sobre a articulação de Max e a viabilidade da coligação com os partidos de centro. "Hoje, de maneira nenhuma, abro mão do Senado", concluiu.

Assista: 

 

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