Após o início dos ataques contra o Irã, no sábado, 28, a chancelaria russa condenou a guerra, classificando-a como um "ato de agressão armada planejado e não provocado" contra um Estado soberano. Um dia depois, Moscou chamou a morte do aiatolá Ali Khamenei de "assassinato cínico".
Embora venha mantendo discrição, desde o início a Rússia tem repassado ao Irã a localização de alvos militares dos EUA, incluindo navios de guerra e caças, segundo a reportagem do Washington Post, que citou três autoridades americanas, que falaram sob condição de anonimato. "Parece ser um esforço abrangente", disse uma das fontes.
No domingo, 1º, seis soldados americanos foram mortos em um ataque de drones iranianos contra uma base dos EUA no Kuwait. Em seguida, o Irã disparou milhares de drones e centenas de mísseis contra posições americanas.
Segundo analistas, o compartilhamento de informações entre Moscou e Teerã justifica o padrão de ataques contra alvos americanos, incluindo infraestrutura de comando, radares e bases temporárias, como no Kuwait, a Embaixada dos EUA na Arábia Saudita, o consulado americano em Dubai e bases no Catar e no Bahrein.
Cooperação
Ao jornal, Nicole Grajewski, que estuda a relação entre Irã e Rússia, na Escola Kennedy de Harvard, afirmou que houve um alto nível de sofisticação nos ataques iranianos tanto em relação aos alvos escolhidos quanto à capacidade de driblar as defesas dos EUA.
"Eles estão conseguindo ultrapassar as defesas antiaéreas", disse Grajewski, observando que a qualidade dos ataques do Irã parece ter melhorado até mesmo em comparação com a guerra de 12 dias contra Israel, no ano passado. O Kremlin vê vantagens em uma guerra prolongada no Irã, incluindo mais dinheiro com petróleo e uma distração do conflito na Ucrânia.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.


