O Governo de Mato Grosso anunciou nesta quarta-feira (22) um investimento de até R$ 60 milhões para reestruturar o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande. Segundo a equipe técnica responsável pela intervenção, a população deve começar a sentir os primeiros efeitos das medidas em cerca de 30 dias, enquanto as obras emergenciais estão previstas para começar dentro de uma semana.
O aporte faz parte do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) denominado Aliança pela Água, assinado entre o Governo do Estado, Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e Prefeitura de Várzea Grande. O objetivo é recuperar a infraestrutura e a capacidade operacional do DAE, responsável pelo abastecimento de água no município.
O plano prevê a aquisição de equipamentos, máquinas e a execução de intervenções emergenciais para reduzir os problemas de abastecimento que atingem a cidade há décadas.
Durante a assinatura do acordo, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que o fornecimento de água é a principal prioridade da gestão e disse que os recursos estaduais serão destinados para garantir que o serviço chegue aos moradores.
“Não tem nada mais prioritário do que levar água para as casas das pessoas. Esse é um problema que existe há décadas no município e, por isso, buscamos uma solução conjunta. Com esse TAC, o Estado vai aportar os recursos necessários para fazer a água chegar na casa de todos os moradores várzea-grandenses”, declarou.
A prefeita Flávia Moretti (PL) afirmou que o acordo representa uma resposta para um problema histórico enfrentado pelo município.
“A gente só quer entregar água na torneira para o várzea-grandense e esse TAC representa uma virada na realidade de Várzea Grande”, disse.
A proposta surgiu após manifestação do Tribunal de Contas, que classificou a situação do abastecimento como um problema crônico e apontou dificuldades financeiras enfrentadas pelo DAE.
Além dos investimentos, o TAC determina a criação de um comitê executivo formado por representantes do Estado e do município para elaborar e acompanhar um plano emergencial de trabalho. O grupo terá prazo inicial de 12 meses para conduzir as ações previstas no acordo.
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