Quarta-Feira, 09 de Setembro de 2020, 08h:54

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“É um problema que não deveria nem ter acontecido”, diz Mendes sobre VLT

Por: WELLYNGTON SOUZA

O governador Mauro Mendes (DEM) expressou sua indignação com as obras paralisadas do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande. Sem apresentar um novo prazo para a conclusão, Mendes declarou que o modal “é um problema que não deveria nem ter acontecido”, ao criticar as gestões passadas.

Christiano Antonucci

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“Nós já gostaríamos de ter resolvido isso. É um problema que não deveria nem ter acontecido. Foi um crime o que fizeram contra Mato Grosso, contra o interesse público e com o dinheiro público”, disse nesta terça-feira (8), durante inauguração da Delegacia da Mulher em Cuiabá.

O governador apontou que há muita ‘confusão jurídica’ sobre o modal que está com as obras paradas desde 2014. O VLT começou a ser construído em 2012 pelo consórcio VLT Cuiabá Várzea Grande com um custo inicial de R$ 1,4 bilhão. “A solução ela não é simples, tem oito ações na justiça e muita confusão jurídica. Estamos desatando todos esses nós e queremos o mais rápido possível ter uma decisão para que possamos esclarecer a sociedade”.  

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Mendes explica que aguarda um parecer técnico e financeiro sobre uma possível retomada das obras. “Diante disso podemos dar uma explicação sobre a nossa decisão, quais os caminhos, quais as soluções e como resolveremos mais esse problema que herdamos como já resolvemos outras obras da Copa e tantas outras obras atrasadas em Mato Grosso”, ressalta.

Sobre o modal

Em 2009, quando Cuiabá foi escolhida para ser uma das sedes da Copa, a decisão do governo era para que o modal de transporte a ser utilizado fosse o Bus Rapid Transit (BRT), com o custo de R$ 400 milhões à época. Somente em 2012, quando o Governo Federal autorizou a troca do modal, que Mato Grosso optou pelo VLT, com recursos da Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A obra do VLT foi projetada para ter uma extensão de 22 quilômetros, com dois itinerários. Segundo o projeto, o primeiro trecho ligaria o Aeroporto Marechal Rondon até a Avenida Rubens de Mendonça. O segundo trecho sairia da Avenida Tenente Coronel Duarte até a região do Coxipó.

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