Terça-feira, 23 de Junho de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Política Terça-feira, 23 de Junho de 2026, 11:33 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Terça-feira, 23 de Junho de 2026, 11h:33 - A | A

CONVOCAÇÃO NA CÂMARA

Diretor admite que 2º aumento da água pressiona consumidor, mas defende reajuste; veja vídeo

O Ministério Público investiga a concessão de reajuste de 11,93% concedido após decisão de Câmara de São Paulo; Dilemário pedirá anulação

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O diretor-geral da Águas Cuiabá, Leonardo Menna, admitiu que o novo reajuste na tarifa de água e esgoto pressiona o orçamento dos consumidores, mas argumentou que o contrato de concessão prevê mecanismos para recompor perdas inflacionárias e garantir o equilíbrio econômico-financeiro da prestação do serviço. Menna compareceu à Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (23), após convocação do vereador Dilemário Alencar (União Brasil), para prestar esclarecimentos sobre o aumento tarifário.

LEIA MAIS: MP vai investigar aumento de 11,93% na tarifa de água e esgoto

Segundo o diretor, o primeiro reajuste, de 4,47%, aplicado em março deste ano, corresponde à correção anual prevista contratualmente. Já o aumento adicional de 11,93% foi solicitado pela concessionária em outubro de 2022 e posteriormente reconhecido pela Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem Ciesp/Fiesp, em São Paulo.

"Eu sei que isso pressiona a população e tenho plena convicção disso. Fico incomodado com essa situação, mas trata-se de uma decisão do tribunal arbitral. Estive por três vezes acompanhando esse processo, uma na gestão passada e duas nesta gestão, porque monitoramos todas as ações judiciais. Eu sabia que a concessionária venceria a disputa. Reunimos toda a documentação e ingressamos com o pedido no tribunal arbitral", afirmou Menna.

Durante a audiência, Dilemário destacou que o reajuste de 11,93% supera em mais de duas vezes a inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 4,76%. O vereador informou que pretende ingressar na Justiça para tentar anular a decisão.

Em resposta, Menna afirmou que os dois reajustes possuem naturezas distintas. Segundo ele, a correção anual acompanha os índices inflacionários, enquanto o percentual de 11,93% decorre de uma decisão arbitral relacionada ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.

"São situações diferentes. O reajuste inflacionário segue os índices previstos no contrato e está alinhado à inflação nacional. Já a decisão do tribunal arbitral foi tomada agora e se sobrepõe ao reajuste anual porque trata de uma recomposição contratual reconhecida pela arbitragem", explicou o diretor-geral.

Menna também argumentou que, ao analisar o histórico do contrato ao longo dos últimos 12 anos, os reajustes concedidos à concessionária permanecem abaixo da inflação acumulada no período.  

O Ministério Público (MPMT) investiga a concessão do segundo aumento. 

VEJA VÍDEO

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros