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Política Quinta-feira, 11 de Maio de 2023, 18:14 - A | A

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Quinta-feira, 11 de Maio de 2023, 18h:14 - A | A

DENÚNCIA NA TRIBUNA

Comissão de Saúde da Câmara de Cuiabá vai acionar órgãos de controle contra SES

Empresário aponta duas adjuntas da SES e diretora de hospital como "operadoras" de cartel

KATIANA PEREIRA
Da Redação

A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Cuiabá decidiu que vai acionar o Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas do Estado para apurar as denúncias feitas pelo empresário Frederico Aurélio Bispo, representante da empresa Síntese Comercial Hospitalar Ltda, ex-fornecedora de próteses para a Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), que apontou pagamentos irregulares e direcionamento de contratos para uma empresa concorrente.

Na tarde desta quinta-feira (11), após relatar a denúncia na Tribuna Livre da sessão ordinária, o empresário reafirmou em reunião da Comissão de Saúde que um trio, composto por três mulheres, sendo duas secretárias adjuntas da Secretaria Estadual de Saúde e a outra diretora geral do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, estariam direcionando pagamentos e promovendo fraude documental.

LEIA MAIS: Empresário aponta duas adjuntas da SES e diretora de hospital como 'operadoras' de cartel

Frederico foi convidado ao parlamento pelo vereador Luís Cláudio (PP). Participaram da reunião os vereadores Kero Kero (Podemos),  Renivaldo Nascimento (PSDB) e Sargento Vidal (MDB).

“Tudo isso é muito sério, grave, gravíssimo, e nós iremos encaminhar ao Tribunal de Contas do Estado, ao conselheiro Sérgio Ricardo (TCE), para que ele cobre providências sobre esse contrato que pagou mais de 60 mil só de indenizatórias. [...] Vamos fazer todo esse encaminhamento e, depois, vamos ver aqui na Casa se não cabe uma CPI” , disse o vereador Kero Kero (Podemos), presidente da Comissão.

Mais cedo, o presidente da Casa, Chico 2000 (PL), disse que já encaminhou essa denúncia ao desembargador Orlando Perri, relator da ação que decretou a intervenção na Saúde de Cuiabá.

“Os empresários vieram trazer uma denúncia, aos olhos deles, fundamentada por eles, e juntaram alguns documentos. O objeto da denúncia iniciou em 14/03/23, quando foi encaminhado a essa empresa um ofício suspendendo os serviços da mesma, assinado por Daniellen e Paulo Roy, da Empresa Cuiabana de Saúde”, disse.

O empresário disse que três mulheres operavam, dentro da SES, um suposto esquema de cartel, direcionamento de pagamentos e também compras sem licitação. Uma das envolvidas, conforme a denúncia, seria Kelluby Oliveira, adjunta da pasta, que a chefiou em 2022, quando o secretário Gilberto Figueiredo (União) se afastou para concorrer ao cargo de deputado estadual.

Também foi apontada a suposta participação da secretária adjunta de Gestão Hospitalar, Karoline Dobes, que teria autorizado compras através de empresas sem processo licitatório, sem contrato emergencial, transparência, ou publicidade.

A terceira mulher envolvida seria a diretora do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, que teria fraudado documentos para realizar pagamentos direcionados à empresa Medtrauma, integrante de um grupo investigado na 'Operação Espelho'.

OUTRO LADO

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Saúde respondeu por meio de nota, informando inclusive que a empresa que faz a denúncia não realizava o serviço com eficiência e, por isso, houve a suspensã. Confira!

Sobre as afirmações feitas pelo representante da empresa Síntese Comercial Hospitalar, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) esclarece:

1 - O contrato com a empresa em questão não foi rescindido pelo Hospital Metropolitano ou pela SES. Houve mais de mil processos de pagamento emitidos pela Secretaria em nome da empresa entre 2019 e 2023;

2 - O Hospital Metropolitano suspendeu apenas o fornecimento para uma especialidade. A empresa seguiu prestando serviço e fornecendo materiais para todas as unidades hospitalares da SES;

3 - A empresa Síntese não era eficiente na entrega de materiais e, por essa razão, foi feita a adesão à ata da Medtrauma que, além dos serviços médicos, já englobava a oferta de órteses e próteses para uma especialidade do Hospital Metropolitano. A adesão à ata foi concretizada em outubro de 2022;

4 - A SES só foi notificada no dia 5 de maio de 2023 quanto à decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que trata da adesão à ata e vai cumprir o que foi determinado pelo órgão de controle;

5 - Até outubro de 2022, a média de produção da ortopedia e traumatologia no Hospital Metropolitano era de 61 procedimentos cirúrgicos por mês. Após a substituição da empresa, a média mensal subiu para 290 cirurgias na referida especialidade.

6 - Todos os processos de pagamento da SES seguem o trâmite regular e são validados pela Procuradoria Geral do Estado (PGE).

A empresa Medfarma também foi procurada pelo HNT por meio de telefone e demais canais de atendimentos fornecidos no site oficial da empresa. Mas, até o momento, não obtivemos resposta.

Veja íntegra da reunião

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