O empresário Frederico Aurélio Bispo, representante da empresa Síntese Comercial Hospitalar, usou a Tribuna Livre da Câmara de Cuiabá nesta quinta-feira (11) para denunciar a secretária adjunta da Secretaria Estadual de Saúde, Kelluby de Oliveira. Ela seria uma das mulheres identificadas como “loira da SES”, responsável por ter autorizado o pagamento de empresas investigadas por formação de cartel na Secretaria Estadual de Saúde.
Em 2022, a ex-chefe da SES assumiu a pasta quando o secretário, Gilberto Figueiredo (União), afastou-se do cargo durante sua campanha para deputado estadual. Atualmente, Figueiredo ocupa a cadeira de Eduardo Botelho (União) na Assembleia Legislativa.
“Na verdade, eu venho apresentar três nomes, três mulheres, uma que executou pagamentos ilegais, pagamentos através de indenizações, processos indenizatórios, é atual secretária adjunta da SES, que assumiu a Secretaria de Saúde em abril do ano passado, e ela pagou, somente na gestão dela, mais de 30 milhões de reais, sem contrato e sem licitação, para empresas investigadas pelo cartel, que á dra Kelluby Oliveira”, afirmou.
Além de Kelluby, Frederico apontou outras duas mulheres como participantes do suposto esquema de cartel, investigado na 'Operação Espelho', da Delegacia de Combate ao Crime Organizado.
“A mulher número dois é a secretária adjunta de Gestão Hospitalar, que é a doutora Karoline Dobes. Então, passa diretamente por ela esses contratos, ou essas compras através de empresas sem processo licitatório, sem contrato emergencial, sem qualquer transparência, ou publicidade”, complementou.
A terceira mulher seria a diretora do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, que teria fraudado documentos para realizar pagamentos direcionados à empresa Medtrauma, integrante de um grupo investigado na Operação Espelho.
“A mulher número três é a diretora-geral do Hospital de Várzea Grande, Cristiane de Oliveira Rodrigues, ela emitiu um documento fraudulento, ilegal, sem competência para aquilo, que direcionou 100% das cirurgias de ortopedia, tanto o ato cirúrgico quanto o material, para a empresa Meditrauma. Empresa essa que compõe o Grupo Sanos, que tem das nove empresas apontadas pela Operação Espelho, cinco que compõe o Grupo Sanos”, contou.
Frederico disse que as denúncias foram motivadas pelo fato de a empresa Síntese ter sido “punida” pela SES para direcionar as cirurgias para a empresa Medtrauma que, conforme o denunciante, não possui licença na Anvisa, por não ser registrada como empresa distribuidora de materiais hospitalares. Ele disse ainda que a empresa pratica sonegação fiscal, por vender os equipamentos com nota de prestação de serviços e não de venda.
OPERAÇÃO ESPELHO
De acordo com as descobertas da Polícia Civil, os investigados e as empresas constituídas se dedicavam a fraudar licitações e contratos de prestações de serviços médicos, principalmente de UTIs, em todo o Estado. Foram identificados contratos fraudulentos com hospitais municipais e regionais de Mato Grosso.
Na segunda fase da Operação Espelho, foi descoberto que, especialmente durante o período da pandemia da covid-19, os investigados intensificaram suas ações, valendo-se da fragilidade dos gestores públicos que se viam obrigados a contratar com urgência e, praticamente, a qualquer preço, os serviços médicos de UTIs.
Por meio das empresas, a organização criminosa simulava concorrência para a imposição de valores muito maiores que os praticados no mercado, mas serviços não eram fornecidos na forma contratada e, segundo a polícia, por vezes contavam com o consentimento de agentes públicos fiscalizadores.
OUTRO LADO
O HNT procurou a SES, por meio de sua assessoria de imprensa, que até o fechamento desta matéria não se pronunciou. O espaço segue aberto.
A empresa Medtrauma também foi procurada por meio de telefone e demais canais de atendimentos fornecidos no site oficial da empresa. Mas, até o momento, não obtivemos resposta.
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