O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (5) para contestar a forma como seu nome tem sido associado às investigações da Operação Emenda Oculta, que apura supostos desvios de recursos públicos via emendas parlamentares. O parlamentar, que destinou R$ 300 mil ao Instituto Social Mato-grossense (ISMAT) para projetos de capacitação, anunciou o envio de ofícios a órgãos de controle para auditar seus repasses e reforçou que não é alvo da investigação conduzida pelas autoridades.
Em pronunciamento, Cattani criticou o que chamou de abordagem "militante" de setores da imprensa ao vincular parlamentares à operação apenas pelo envio de recursos a entidades do terceiro setor.
Como medida para assegurar a transparência de sua gestão, o deputado informou que acionou a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) solicitando pareceres técnicos sobre a regularidade da emenda de sua autoria.
Cattani também pediu à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) que exija do ISMAT a prestação de contas detalhada dos valores recebidos de seu gabinete. “Eu não aceito o meu nome no meio desse tipo de coisa”, declarou, ressaltando que “as nossas emendas são legítimas, estão dentro da lei e estão de maneira muito limpa”.
A investigação, que teve início com a Operação Gorjeta, apura o repasse total de R$ 6,2 milhões ao ISMAT em 2025, realizados por quatro parlamentares diferentes. Enquanto a polícia cumpre mandados relacionados a suspeitas de desvios, a reportagem que originou a resposta de Cattani esclarece que ele e outros dois deputados citados não figuram como investigados no processo.
O montante destinado por Cattani foi de R$ 300 mil, voltado para a capacitação de crianças e jovens, valor este que o deputado afirma estar sendo devidamente monitorado para evitar qualquer prejuízo ao erário estadual.
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