O deputado federal Valdir Barranco (PT) afirmou que seria um "erro" permitir que o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), dispute o Governo de Mato Grosso após a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) consolidar o nome da médica Dra. Natasha Slhessarenko (PSD) como pré-candidata ao Palácio Paiaguás.
Barranco revelou que o senador Carlos Fávaro (PSD) chegou a tratar da possibilidade com a presidente da federação em Mato Grosso, Rosa Neide (PT), mas afirmou que o tema nunca foi debatido internamente pelo grupo. Para o parlamentar, retirar Natasha da disputa neste momento poderia fragilizar a federação.
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"Isso é algo que, dentro da federação, nunca foi cogitado. Não sabemos disso. Quem preside a federação é a Rosa Neide, mas participo das reuniões, e essa conversa nunca chegou lá. Eu não sabia, ele também nunca falou isso para mim. Acho que é um erro", declarou Barranco à imprensa nesta quarta-feira (1º).
Com a aproximação das convenções partidárias, as articulações para a formação das chapas entram na reta final. Até a confirmação de Fávaro sobre a intenção de Emanuel disputar o governo, Natasha era considerada o nome consolidado da esquerda para representar o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso. Emanuel, por sua vez, era cotado para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
Inicialmente, a federação defendia uma candidatura própria ao governo, mas enfrentou resistência ao nome de Natasha por ela ser filiada ao PSD, partido que não integra a Federação Brasil da Esperança. Fávaro conduziu as negociações entre o PSD e o PT, contando com apoio da direção nacional petista para viabilizar o consenso.
Diante desse cenário, Barranco avaliou que há pouco tempo para uma mudança tão significativa nas articulações políticas.
"Não podemos, a esta altura do campeonato, rifar a Natasha para colocar outro candidato. O nome dela já está consensuado dentro da federação e do PT. Superamos todas as dificuldades que existiam para construir essa candidatura. Não sei se eles pensam nisso. Precisamos discutir o assunto dentro da federação, mas acho muito difícil conduzir essa mudança de agora em diante", concluiu.
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