O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), removeu seis vereadores de sua base aliada do grupo de WhatsApp intitulado “Vereadores 2025 e Prefeito” nesta quinta-feira (9). A medida, confirmada por fontes internas à reportagem, ocorreu logo após uma sessão plenária marcada por intensos debates e críticas contundentes à gestão municipal. Entre os parlamentares excluídos estão Alex Rodrigues (Podemos), Eduardo Magalhães (Republicanos), Sargento Joelson (Podemos), Katiuscia Mantelli (Podemos), Michelly Alencar (União) e Dra. Mara (Podemos).
O estopim para a retaliação virtual foi a reação dos parlamentares à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada por Abilio no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Na ação, o prefeito questiona o quórum de dois terços exigido pelo Regimento Interno da Câmara para certas deliberações, visando facilitar uma alteração que permitiria a reeleição da atual presidente, Paula Calil (PL), sua principal aliada na Casa.
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Durante a sessão, a vereadora Katiuscia Mantelli subiu o tom na tribuna, classificando a investida jurídica do prefeito como uma “atitude de criança mimada” e afirmando que não aceitaria imposições do Executivo sobre decisões internas do Parlamento.
A tensão no plenário quase levou à suspensão dos trabalhos pela presidente Paula Calil, após uma discussão generalizada que envolveu o vice-líder do governo, Demilson Nogueira (PP), e a vice-presidente da Casa, Maysa Leão (Republicanos). O embate começou quando o grupo liderado por Ilde Taques (Podemos) criticou a mudança regimental, sendo rebatido por Nogueira com ofensas pessoais direcionadas a Maysa, o que gerou um tumulto próximo à tribuna.
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Enquanto Paula Calil defende que a mudança para maioria simples é um "quórum democrático" e alinhado a outras capitais, a oposição e agora parte da ex-base argumentam que o plenário é soberano e não foi consultado antes da judicialização.
Além do impasse sobre a Mesa Diretora, a Câmara de Cuiabá enfrenta outros pontos de atrito, como a CPI do Assédio Sexual, que teve sua tramitação dificultada por pareceres da procuradoria do Legislativo, aprofundando o clima de desconfiança entre os blocos de oposição e a base remanescente.
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