Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a movimentação de pessoas e veículos dentro de uma fazenda na zona rural de Planalto da Serra (a 256 Km de Cuiabá), antes de uma ocorrência que terminou com oito pessoas conduzidas pela Polícia Militar e a apreensão de quatro armas de fogo, um simulacro, dezenas de munições e rádios comunicadores, neste sábado (12).
Segundo a Polícia Militar, as equipes da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar de Chapada dos Guimarães e da Força Tática do 1º Comando Regional foram acionadas após uma denúncia de que pessoas armadas estariam tentando ocupar a propriedade. As imagens das câmeras de monitoramento teriam auxiliado na localização do grupo.
Conforme o boletim de ocorrência, os policiais foram até o endereço e encontraram os suspeitos e diversos veículos no imóvel. Uma mulher que estava no local se apresentou como advogada e teria informado aos militares que se tratava de uma reintegração de posse.
Durante a averiguação, porém, os policiais constataram, segundo o registro policial, que não havia decisão judicial autorizando a medida. A PM classificou a situação como uma ação irregular de esbulho possessório.
Ainda de acordo com o BO, o caseiro da propriedade relatou aos militares que as pessoas teriam chegado ao local e o obrigado a deixar o imóvel. Na propriedade, os policiais apreenderam duas pistolas, um revólver, uma espingarda, um simulacro de arma de fogo, cerca de 250 munições, rádios comunicadores e outros materiais.
Os oito envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Chapada dos Guimarães, juntamente com o material apreendido. A ocorrência ficou sob responsabilidade da Polícia Judiciária Civil. Após a divulgação da ocorrência, uma manifestação atribuída aos proprietários da fazenda apresentou uma versão diferente da registrada pela PM.
Segundo eles, não houve invasão ou esbulho possessório. Os proprietários afirmam que apenas chegaram à própria fazenda, cuja posse exercem há mais de 35 anos, utilizando caminhonetes.
Ainda conforme a manifestação, o caseiro não estaria no imóvel no momento da chegada e teria acompanhado a propriedade por meio de câmeras. Os proprietários também afirmam que parte das armas e munições apreendidas pertenceria ao próprio caseiro.
A versão apresentada sustenta ainda que o proprietário foi ouvido e liberado, enquanto o caseiro acabou preso. Os proprietários também dizem que informações sobre um possível desmanche de motocicletas e veículos no imóvel estariam sendo investigadas, além de alegações de tentativa de extorsão e apropriação indevida da propriedade.
Essas acusações, contudo, não foram confirmadas de forma independente e devem ser tratadas como alegações apresentadas pelos proprietários às autoridades.
A família também afirmou que pretende adotar medidas judiciais contra a divulgação da ocorrência, alegando que os proprietários e a advogada foram apresentados publicamente como invasores antes de serem ouvidos.
O caso deverá ser apurado pela Polícia Civil, que poderá esclarecer a dinâmica da chegada do grupo, a origem das armas e munições e a situação da posse da propriedade.
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