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Polícia Quinta-feira, 09 de Abril de 2026, 13:10 - A | A

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"VEM ME BUSCAR"

Sargento fez postagem para filho morto horas antes de ter corpo encontrado

O corpo da sargento foi encontrado sem sinais de violência, e as autoridades tratam o caso inicialmente como suicídio

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

A terceira sargento da Polícia Militar, Heloísa Pérola, foi encontrada morta em sua residência no município de Alto da Boa Vista (992 km de Cuiabá), nesta quarta-feira (8). Horas antes de ter o corpo localizado, a militar publicou uma mensagem em suas redes sociais direcionada ao filho, o lutador de kickboxing Gabriel Pertusi, que faleceu em janeiro deste ano. No post, Pérola escreveu: "Vem me buscar meu amor".

O corpo da sargento foi encontrado sem sinais de violência, e as autoridades tratam o caso inicialmente como suicídio.

Heloísa Pérola atuava como comandante do núcleo da Polícia Militar em Alto da Boa Vista, mas construiu grande parte de sua carreira em Barra do Garças.O 5º Comando Regional da PM divulgou uma nota de pesar, descrevendo-a como uma "guerreira que honrou sua farda com coragem, dignidade e compromisso".

LEIA MAIS: Corpo de sargento que contestava suicídio do filho é encontrado dentro de residência 

"A 3º SGT PM Heloisa Pérola deixa um legado de dedicação à segurança pública e de amor à missão policial. Sua trajetória foi marcada pelo serviço incansável à sociedade, sempre pautada na ética e no dever", escreveram.

SARGENTO COBRAVA JUSTIÇA

Desde a morte de Gabriel Pertusi, em 16 de janeiro, a sargento Pérola dedicava sua vida a uma investigação paralela para contestar as versões oficiais sobre o caso. Em entrevistas que repercutiram em todo o estado, ela afirmava categoricamente que o filho havia sido vítima de um acerto de contas e não de uma fatalidade ou circunstância diversa.

A principal prova sustentada por Heloísa era um áudio gravado acidentalmente no momento em que o filho foi atingido. Gabriel estava com um amigo, que enviava uma mensagem de voz para uma guia espiritual. Na gravação, é possível ouvir a entrada de uma terceira pessoa no imóvel. Segundo a análise da sargento, o suspeito portava uma sacola e, ao ser questionado por Gabriel sobre o conteúdo, teria sacado uma arma e efetuado o disparo.

Em conversas recentes com a equipe do HNT, a sargento demonstrava estar profundamente debilitada emocionalmente e fazia uso de medicamentos controlados. Por sua condição de saúde, ela preferia manter diálogos em off, mas sempre reforçava a ênfase no áudio que considerava a prova definitiva do suposto crime contra seu filho.

CANAIS DE APOIO

O caso levanta o alerta para a saúde mental de profissionais da segurança pública, especialmente em situações de luto e trauma. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo gratuitamente pelo telefone 188, com total sigilo, 24 horas por dia.

ASSISTA MINUTO HNT SOBRE O CASO DO LUTADOR

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