A Polícia Federal cumpre sete mandados de busca e apreensão em Mato Grosso nesta quarta-feira (2), durante a Operação Nacional Proteção Integral V, deflagrada simultaneamente nas 27 unidades da Federação para combater crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes.
No Estado, as ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Barra do Garças, Comodoro, Glória d'Oeste, Nova Mutum e Rondonópolis. A ação ocorre em parceria com as Polícias Civis de 20 estados e tem como alvo investigados por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Em âmbito nacional, a operação mobiliza 755 policiais, sendo 480 federais e 275 civis. Ao todo, são cumpridos 153 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão preventiva. Durante o cumprimento das medidas, foram registradas 42 prisões em flagrante, além da apreensão de três menores e do resgate de duas vítimas de abuso.
Segundo a Polícia Federal, a operação tem como foco a repressão a crimes relacionados ao armazenamento, compartilhamento, comercialização e produção de material de abuso sexual infantojuvenil. A atuação integrada busca identificar e responsabilizar pessoas investigadas por esses crimes, além de reunir elementos para o avanço das apurações.
A Operação Nacional Proteção Integral V dá continuidade a outras ações realizadas pela Polícia Federal, como as operações Proteção Integral I, II, III e IV, deflagradas entre 2025 e 2026, e a Operação Nacional Guardião Digital, realizada em março deste ano.
NÚMEROS
De acordo com o balanço divulgado pela PF, a operação nacional reúne:
-153 mandados de busca e apreensão;
- 13 mandados de prisão preventiva;
- 42 prisões em flagrante;
- 3 apreensões de menores;
- 2 vítimas resgatadas;
- 755 policiais mobilizados.
A Polícia Federal informou ainda que, entre janeiro e agosto de 2026, cumpriu pelo menos 980 mandados de prisão contra foragidos da Justiça por crimes sexuais.
O nome da operação faz referência ao princípio da proteção integral de crianças e adolescentes previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Constituição Federal.
A PF também orienta pais e responsáveis a acompanharem a atividade de crianças e adolescentes no ambiente virtual, além de manterem diálogo sobre os riscos de contatos inadequados em redes sociais, jogos e aplicativos.
As investigações seguem em andamento.
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