Um salão de beleza em Cuiabá era o centro operacional de uma organização criminosa especializada em golpes pela internet e lavagem de dinheiro. Na manhã desta sexta-feira (27), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Quimera e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e quatro de prisão contra integrantes do grupo.
As investigações começaram após uma vítima do Distrito Federal perder mais de R$ 76 mil ao tentar comprar um veículo Mercedes-Benz anunciado em uma plataforma digital. Segundo a polícia, uma das suspeitas se passou por intermediadora da venda, utilizando nome falso para enganar o comprador. O carro pertencia a um terceiro, que não tinha qualquer envolvimento com a fraude.
A prática, conhecida como “golpe do intermediário”, é comum em sites como OLX, Facebook Marketplace e Mercado Livre. Nessa modalidade, o criminoso se infiltra na negociação entre vendedor e comprador, manipula as informações e direciona o pagamento para contas controladas pelo esquema.
No caso investigado, o valor transferido pela vítima caiu na conta de uma integrante que atuava como primeira “conteira” — responsável por receber e pulverizar os recursos desviados. No mesmo dia, parte do dinheiro foi distribuída a outras mulheres ligadas ao grupo.
SALÃO ERA BASE DE FRAUDES
Com a análise de dados bancários e de geolocalização, a Polícia Civil identificou que os acessos utilizados para aplicar os golpes partiam de um salão de beleza na Capital. O local funcionava como verdadeiro “QG” das fraudes, de onde eram habilitadas linhas telefônicas com dados falsos e realizadas as negociações fraudulentas que atingiam vítimas em diferentes estados.
Entre os alvos está a proprietária do estabelecimento, titular da internet usada nas ações criminosas. Conforme apurado, ela possuía 56 chaves Pix cadastradas — sendo 39 aleatórias — além de antecedentes por estelionato.
No mesmo endereço, foi identificada outra suspeita cujo número de telefone estava vinculado aos aparelhos utilizados para aplicar os golpes, inclusive com cadastros feitos em nome da própria vítima.
MOVIMENTAÇÃO
Outra investigada possuía 22 chaves Pix e registros criminais por estelionato em Sergipe. Já uma quarta integrante apresentou movimentação financeira superior a R$ 240 mil em curto período, valor considerado incompatível com a renda declarada e que reforça a suspeita de lavagem de dinheiro oriundo de múltiplas fraudes.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outras vítimas e possíveis integrantes da organização.
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