Um esquema criminoso que desviava veículos apreendidos e armazenados em pátios ligados à prefeitura de Sorriso (480 km de Cuiabá) foi alvo da segunda fase da Operação Eidolon, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso na manhã desta terça-feira (19).
Durante a ação, foram cumpridos cinco mandados de prisão, nove mandados de busca e apreensão e ordens de bloqueio de contas bancárias dos investigados. A Justiça também determinou medidas cautelares, como suspensão de registros de empresas, afastamento de servidores públicos de suas funções e quebra de sigilo financeiro de investigados.
As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Sorriso (397 km de Cuiabá) e são cumpridas no próprio município. As investigações conduzidas pela Delegacia de Sorriso, por meio do Núcleo de Combate ao Estelionato e Lavagem de Dinheiro, apontam que o grupo atuava de maneira estruturada, com participação de servidores públicos, falsificadores, intermediadores e receptadores.
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Segundo a Polícia Civil, os suspeitos identificavam veículos com pouca chance de serem retirados pelos proprietários, principalmente motocicletas com pendências administrativas. Em seguida, utilizavam documentos falsificados e procurações fraudulentas para retirar os veículos dos pátios de forma ilegal.
A investigação também revelou que integrantes do grupo tinham acesso privilegiado a sistemas públicos e contavam com apoio de pessoas ligadas a cartórios e procedimentos de autenticação documental. Isso permitia alterar dados, emitir documentos falsos e regularizar os veículos desviados.
Com o aprofundamento das investigações, a Polícia Civil identificou indícios de crimes como organização criminosa, estelionato, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos e inserção de informações falsas em sistemas oficiais.
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Entre os investigados está um guarda municipal apontado como líder operacional do esquema. A polícia também apura o envolvimento de um juiz de paz, suspeito de utilizar acesso a procedimentos cartorários para facilitar as fraudes.
De acordo com a Polícia Civil, o nome “Eidolon” tem origem grega e faz referência à ideia de “imagem falsa” ou “reflexo”, simbolizando a utilização de identidades e documentos fraudulentos para encobrir as ações criminosas.
A operação integra os trabalhos da Operação Pharus, ligada ao programa Tolerância Zero, desenvolvido pela Polícia Civil de Mato Grosso para enfrentamento das facções criminosas no estado.
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