A Operação Dark Route, deflagrada nesta terça-feira (25) pela Polícia Civil de Mato Grosso, alcançou um grupo apontado nas investigações como parte da estrutura de apoio a Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso e foragido da Justiça.
A lista dos alvos da operação foi confirmada pelo HNT. Ao todo, dez pessoas aparecem entre os alvos, incluindo Batman e Guilherme Moura da Silva, preso na última quinta-feira (20), no Rio de Janeiro, após deixar uma área próxima ao Complexo do Alemão para ir a uma academia.
Segundo as investigações, o grupo atuaria no eixo Mato Grosso–Rio de Janeiro, mantendo uma estrutura destinada a dar suporte a criminosos foragidos, garantir a atuação de integrantes armados, movimentar recursos e oferecer apoio logístico à organização criminosa.
A apuração aponta ainda que parte dos investigados estava instalada no Rio de Janeiro, especialmente em áreas sob domínio do Comando Vermelho. O local teria sido utilizado como ponto de proteção e articulação entre criminosos procurados pela Justiça de Mato Grosso e integrantes que permaneciam em atividade no Estado.
Entre os alvos está o próprio Batman, que, conforme informações divulgadas pelo Olhar Direto, foi condenado a 13 anos de prisão em fevereiro de 2024 por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Meses depois, em setembro daquele ano, rompeu a tornozeleira eletrônica durante uma saída autorizada e fugiu para o Rio de Janeiro, onde permanece foragido.
QUEM SÃO OS ALVOS
A relação inclui:
- Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”;
- Guilherme Moura da Silva;
- Guilherme dos Santos da Silva, conhecido como “Gordinho”;
- Josiel Raimundo Fernandes, conhecido como “Xuxu” ou “Hane”;
- Edenison Luiz Moura de Melo, conhecido como “Chorão” ou “Delícia”;
- César Augusto Ramalho;
- Jerremy Valério Araújo;
- Luis Fernando Silva Oliveira, conhecido como “Frajola”;
- Salomão Araújo dos Santos, conhecido como “Sal da Várzea”;
- Kayo Fernando Pereira da Cunha.
OPERAÇÃO DARK ROUTE
A operação investiga uma estrutura com atuação nos dois estados e cumpre medidas judiciais em Várzea Grande e no Rio de Janeiro. Entre as ordens estão nove prisões preventivas, três mandados de busca e apreensão e o sequestro de cinco veículos de luxo avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão.
A investigação também identificou uma estrutura de apoio a foragidos e integrantes armados, além de mecanismos utilizados, segundo a Polícia Civil, para movimentação financeira, logística e ocultação de patrimônio.
A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
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