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Polícia Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026, 07:30 - A | A

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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026, 07h:30 - A | A

POSSÍVEL ABORTO

Mulher que jogou bebê no lixo é estudante de enfermagem; perícia não descarta uso de substância abortiva

Recém-nascida de aproximadamente seis meses nasceu com vida e respirou por um breve período, segundo a perícia

MARYELLE CAMPOS
Da redação

Reprodução

Delegado Rogério Gomes

A mulher investigada por jogar uma bebê recém-nascida em uma lixeira de condomínio em Várzea Grande é estudante de enfermagem, segundo o delegado Rogério Gomes, responsável pelas investigações do caso. A perícia apontou que a criança nasceu com vida e chegou a respirar por um breve período, mas não identificou lesões ou marcas de violência física. A suspeita de aborto não foi descartada. 

A estudante, que negou ter realizado aborto, concordou em fazer exames que devem dizer se houve uso de alguma substância abortiva antes do parto. O material biológico coletado foi encaminhado para análise laboratorial e o resultado deve ser concluído entre um e três meses. 

LEIA MAIS: Bebê encontrada em lixeira nasceu com vida e morreu após parto, aponta Polícia Civil

A investigação apontou que a recém-nascida nasceu com vida e chegou a respirar por um breve período. Em depoimento, a jovem afirmou que entrou em trabalho de parto inesperadamente durante a madrugada, enquanto o marido e o filho, de 3 anos, dormiam. Ela alegou não saber que estava grávida, mas foi apontada por funcionários e vizinhos como uma das pessoas grávidas do Condomínio, durante a investigação. 

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A jovem disse ainda que acreditou que a bebê estivesse morta e após o parto, colocou o corpo em uma caixa junto com a placenta e outros resíduos antes de descartar na lixeira do condomínio. A estudante atribuiu a decisão ao “estado de desespero e confusão emocional em que se encontrava”. 

Em entrevista, o delegado destacou que a condição de estudante de enfermagem também foi considerada. Segundo ele, a jovem possuía conhecimento suficiente para buscar ajuda após o parto. “Ela é uma pessoa que tem um certo nível de conhecimento. Faz, inclusive, um curso de enfermagem. Então ela saberia muito bem como proceder, chamar um socorro, chamar um Samu, chamar um vizinho”, afirmou.

O laudo de necrópsia da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) indicou que a bebê nasceu com aproximadamente 26 semanas de gestação, o equivalente a seis meses, e 750 gramas. A suspeita de aborto se conecta a uma das linhas de investigação em que a bebê seria filha de um relacionamento anterior ao atual da mulher. 

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O marido da mulher também foi ouvido pela polícia e afirmou que só descobriu que a esposa era a responsável pelo descarte do bebê depois que o caso repercutiu midiaticamente, compareceu à delegacia e confessou o ocorrido. Ele alegou que desconfiava da gravidez, mas não tinha confirmação. 

A estudante permanece em liberdade e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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