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Polícia Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026, 17:03 - A | A

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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026, 17h:03 - A | A

MÃE IDENTIFICADA

Bebê achada em lixeira pode ser filha de outro homem, diz delegado

Em depoimento na Delegacia, a estudante, que permanece em liberdade, afirmou que teria entrado em trabalho de parto inesperadamente enquanto seu marido e seu filho, de 3 anos, estavam dormindo; ela alegou não saber que estava grávida e por isso realizou

MARYELLE CAMPOS
Da redação

Reprodução

Delegado Rogério Gomes

A bebê prematura encontrada morta na lixeira do condomínio Parque Chapada do Poente, em Várzea Grande, no dia 23 de julho, pode ser fruto de um relacionamento anterior da estudante de enfermagem, de 25 anos, identificada pela Polícia Civil como mãe da criança. Segundo o delegado Rogério Gomes, essa é uma das linhas de investigação para explicar o descarte do corpo feito sem o conhecimento do marido da suspeita. 

Câmeras de segurança flagraram a jovem caminhando sozinha pelo condomínio na madrugada do dia 23 de julho com uma sacola preta nas mãos e seguindo em direção à área onde estão instalados os contêineres de lixo.

LEIA MAIS: Câmera flagra mãe levando sacola com corpo de bebê até lixeira de condomínio em VG

Em depoimento na Delegacia, a estudante, que permanece em liberdade, afirmou que teria entrado em trabalho de parto inesperadamente enquanto seu marido e seu filho, de três anos, estavam dormindo. Ela alegou não saber que estava grávida e por isso realizou o parto às pressas.

A estudante atribuiu a decisão ao “estado de desespero e confusão emocional em que se encontrava” e afirmou que a bebê aparentava estar sem sinais de vida após o nascimento. Depois de cortar o cordão umbilical, ela colocou o corpo em uma caixa de papelão junto com a placenta e outros resíduos do parto. 

LEIA MAIS: Mãe admite que descartou bebê em lixeira de VG e diz que filha já estava morta

A perícia, no entanto, apontou que a recém-nascida nasceu com vida. O laudo de necrópsia da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) indica que a bebê nasceu com aproximadamente 26 semanas de gestação, o equivalente a seis meses, e 750 gramas.

Conforme o delegado, a jovem só confessou ter jogado o corpo do bebê no lixo após ser confrontada com as imagens do circuito interno do condomínio. Ela negou ter realizado aborto e concordou em fazer exames que podem comprovar que nenhuma substância abortiva foi de fato utilizada. O laudo deve ser concluído no prazo de um a três meses. 

Em coletiva de imprensa, o delegado afirmou que o material biológico da estudante já foi encaminhado para o laboratório. A princípio, o caso está sendo tratado como homicídio. 

LEIA MAIS: Bebê encontrada em lixeira nasceu com vida e morreu após parto, aponta Polícia Civil

“Como a criança nasceu com vida, tinha ali uma vida e ela, na condição de genitora e mãe, tem o dever legal, pelo código penal, de proteção e guarda e vigilância. Então ela não pode simplesmente descartar, achando que já estava morta. Sobretudo, pelo fato de que nós apuramos, que ela é uma pessoa que tem um certo nível de conhecimento. Faz, inclusive, um curso de enfermagem. Então ela saberia muito bem como proceder. Chamar um socorro, chamar um Samu, chamar um vizinho”, explicou.

Os investigadores chegaram até a estudante por meio de análise das imagens e depoimento de funcionários e moradores do residencial. Segundo o delegado, houve um levantamento sobre quais pessoas poderiam estar grávidas no condomínio. 

“Ela é uma das pessoas que os moradores, funcionários, identificavam como sendo uma das pessoas que estariam grávidas no condomínio. Ou seja, as pessoas identificavam que ela estava grávida, mas o marido disse que não sabia. Mas suspeitava, mas não procurou um acompanhamento pré-natal. E o marido disse que também suspeitava, perguntou a ela, disse que não sabia, que ia ver”, afirmou o delegado. 

O caso permance em investigação pela Polícia Civil. 

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