Na ocasião, Rezaei disse que o Irã apoiou o Catar em momentos e circunstâncias difíceis e reafirmou a amizade e a fraternidade entre os dois países. "Não confiamos nos Estados Unidos, eles têm traído repetidamente a diplomacia e as negociações. Alertamos que, se os EUA iniciarem qualquer ação hostil contra o Irã, infligiremos um desastre aos seus interesses militares e econômicos", apontou.
Pelas parte catari, foi dito que "foram realizadas consultas com os ministros responsáveis pelas pastas de eletricidade e energia, havendo total disposição para cooperar com o Irã. Além disso, existe um maior potencial para o desenvolvimento da cooperação bilateral entre os dois países no futuro".
O estreitamento das relações entre Teerã e Doha ocorre na mesma semana em que Washington ameaçou eliminar do sistema internacional do dólar países que não cortem laços com o Irã. Mais cedo, o Paquistão negou-se a adotar as sanções a menos que seja obrigado pelas Nações Unidas.
Al-Thani, que também é primeiro-ministro, saudou o entendimento entre Irã e Omã sobre o trânsito em Ormuz junto ao presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, e disse: o "atual processo de desenvolvimentos diplomáticos pode ajudar a restaurar a estabilidade na região", segundo a agência Tasnim. Já Ghalibaf disse que o governo Trump toma decisões erradas com base em informações erradas e, com tais cálculos errôneos, não apenas desperdiça os recursos financeiros, militares e humanos dos próprios EUA e o futuro da região, mas também visa os interesses da nação iraniana e causa insegurança generalizada.
Al-Thani também se reuniu com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian. Na ocasião, a parte de Doha, segundo a Fars, transmitiu que "apesar de todos os acontecimentos, permanece um respeito profundo e sincero entre os dois países. O Catar busca restaurar a estabilidade na região e vê com bons olhos a mão estendida do Irã aos países da região, bem como os esforços da República Islâmica para garantir a segurança e a paz. Esperamos que, com a continuidade dessa abordagem, os problemas futuros sejam resolvidos".
Já Pezeshkian disse que "os muçulmanos devem, mais uma vez, unir-se como um só, pois o desenvolvimento, a segurança e a dignidade do mundo islâmico dependem da unidade dos muçulmanos", conforme a Fars.
(Com Agência Estado)
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