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Polícia Terça-feira, 14 de Maio de 2024, 15:56 - A | A

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Terça-feira, 14 de Maio de 2024, 15h:56 - A | A

MOTORISTA DE SECRETÁRIO

Imagem mostra prisão do laranja de "WT" na Secretaria de Obras de Cuiabá; veja

Jeferson Sancoviche trabalhava como motorista do titular da Pasta, Raufrides Macedo, o Rauf Macedo. Depois que a ligação com o Comando Vermelho veio à tona, a prefeitura emitiu nota dizendo que o servidor será exonerado

RAYNNA NICOLAS
Da Redação

Vídeo mostra o momento da prisão de Jeferson da Silva Sancoviche, alvo da segunda fase da 'Operação Apito Final', nas dependências da Secretaria de Obras de Cuiabá, nesta terça-feira (14). Ele é acusado de atuar como 'braço direito' de Paulo Witer Farias Paello, o 'WT', que ostenta a posição de tesoureiro do Comando Vermelho de Mato Grosso.

Jeferson foi gravado por câmeras de monitoramento fazendo o descarte de itens comprometedores, como a contabilidade da facção criminosa, anotações do tráfico e a tornozeleira eletrônica de 'WT', após a prisão do líder do Comando Vermelho em Maceió, no fim de março. 

LEIA MAIS: Vídeo mostra motorista de secretário se livrando de itens comprometedores para "tesoureiro do CV"; veja

Oficialmente, Sancoviche é servidor da Empresa Pública de Limpeza Urbana (Limpurb) e estava cedido à Secretaria de Obras. Ele trabalhava como motorista do titular da Pasta, Raufrides Macedo, o Rauf Macedo. Depois que a ligação com o Comando Vermelho veio à tona, a prefeitura emitiu nota dizendo que Jeferson seria exonerado do posto. 

De acordo com as investigações da Gerência de Combate ao Crime Ogranizado (GCCO), Sancoviche adquiriu um apartamento em seu nome em benefício de Paulo Witer. O local servia de residência de 'WT' desde que ele tinha deixado a cadeia, no fim do ano passado. No local, só eram permitidos os acessos de Jeferson e de uma mulher com quem o tesoureiro do CV estaria mantendo um relacionamento. Ela não é investigada. 

Na segunda fase da Operação Apito Final, além de Sancoviche, outro homem foi alvo de mandado de prisão. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão nesta terça-feira.

LEIA MAIS: Servidor da Limpurb é preso acusado de participação em esquema de lavagem de dinheiro do WT  

INVESTIGAÇÕES

Em uma investigação que durou quase 2 anos, a GCCO apurou centenas de informações e análises financeiras que possibilitaram comprovar o esquema liderado por Paulo Witer para lavar o dinheiro obtido com o tráfico de drogas. Para isso, ele usou comparsas e familiares como testas de ferro na aquisição de bens móveis e imóveis para movimentar o capital ilícito e dar aparência legal às ações criminosas.

A operação foi deflagrada no dia 2 de abril, com a finalidade de descapitalizar a organização criminosa e cumprir 54 ordens judiciais, que resultaram na prisão de 20 alvos, entre eles o líder do grupo, identificado como tesoureiro da facção, além de responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do Jardim Florianópolis, em Cuiabá. No bairro, Witer montou uma base para difundir e promover a facção criminosa, agindo também com assistencialismo por meio da doação de cestas básicas e eventos esportivos.

A investigação da GCCO apurou que o esquema movimentou R$ 65 milhões na aquisição de imóveis e veículos. As transações incluíram ainda criação de times de futebol amador e a construção de um espaço esportivo, estratégias utilizadas pelo grupo para a lavagem de capitais e dissimulação do capital ilícito.

VEJA VÍDEO

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