O ex-secretário municipal de Saúde de Campo Novo do Parecis, Dalmo Henrique Thomazzi, é um dos alvos da Operação Silêncio Comprado, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (26), para investigar um suposto esquema de corrupção ligado à administração do Hospital Municipal Euclides Horst.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram suspeitas de tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para investigar possíveis irregularidades na gestão da unidade hospitalar.
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Dalmo ocupou a Secretaria Municipal de Saúde durante a gestão do ex-prefeito Rafael Machado e também possui histórico de atuação política no município. Em 2024, chegou a ser cotado para disputar a Prefeitura de Campo Novo do Parecis, mas desistiu da candidatura e declarou apoio ao atual prefeito Edilson Piaia.
Além da atuação política, o nome de Dalmo também já apareceu ligado à administração hospitalar do município em anos anteriores. Reportagens publicadas durante o período eleitoral de 2020 citaram sua atuação relacionada à gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.
Segundo a Polícia Civil, os mandados cumpridos nesta terça incluem busca e apreensão, bloqueio de valores, sequestro de bens e quebra de sigilos telefônico e telemático.
DOR IRREPARÁVEL
A investigação teve início após denúncias encaminhadas pelo Ministério Público envolvendo suposta oferta de vantagens indevidas para influenciar os trabalhos da CPI aberta após a morte da arquiteta Larissa Pompermayer Ramos, de 29 anos.
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Larissa morreu em novembro de 2025 após complicações decorrentes de um parto cesáreo realizado no Hospital Municipal Euclides Horst. O caso provocou forte repercussão em Campo Novo do Parecis e levou familiares e moradores a cobrarem esclarecimentos sobre o atendimento prestado à jovem e sobre a gestão da unidade hospitalar.
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