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Polícia Quarta-feira, 22 de Maio de 2024, 15:10 - A | A

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Quarta-feira, 22 de Maio de 2024, 15h:10 - A | A

CASO VICENTE CAMARGO

Dona de creche diz que procurou médico particular para contestar atestado de óbito; veja prints

Através das redes sociais, a mulher afirmou que o laudo deixou ‘muitas dúvidas’ e que não esclarece o que realmente teria acontecido

SABRINA VENTRESQUI
Da Redação

Através de publicações nas redes sociais, a dona da creche Espaço Criança Feliz, em Várzea Grande, onde o bebê de cinco meses Vicente Camargo morreu no dia 17 de abril deste ano, afirmou que procurou um médico legista particular para questionar o conteúdo do atestado de óbito da criança. O documento apontou que a morte foi em decorrência de um traumatismo craniano por objeto contundente. 

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Na postagem, a mulher afirma que o laudo deixou ‘muitas dúvidas’ e que não esclarece o que realmente teria acontecido.

“Um médico legista particular está sendo consultado. O laudo deixa muitas dúvidas. Na verdade, não esclarece o que de fato eu vivi. Somente eu e duas monitoras do berçário presenciamos tudo o que aconteceu. A monitora do maternal estava na sala dela e não viu nada. O laudo fala que não há fraturas na cabeça, mas atesta traumatismo. Nada foi olhado no bebê além da testa. É muita coisa para esclarecer”, escreveu no Instagram da empresa, na terça-feira (21).

As investigações da Polícia Civil, conduzidas pelo delegado Marlon Luz, apontaram que Vicente bateu a cabeça na quina de uma peça de mármore, depois de cair do colo de uma das donas do local. No entanto, a mulher negou o ocorrido. Ela afirma que o bebê bateu a cabeça quando ela prestava socorro, pois achava que havia se engasgado enquanto dormia. Mas, segundo ela, quando foi socorrê-lo, Vicente já estava ‘mole’.  

A mulher justificou que teve um ‘apagão’ e não se lembrava direito do que tinha acontecido ao continuar com a tese de que o bebê morreu durante o sono. Ela disse que só quando o atestado de óbito apontou traumatismo craniano como causa da morte é que se lembrou que bateu a cabeça de Vicente durante o socorro. 

“Quando saiu o atestado de óbito falando em traumatismo que caiu a ficha naquele momento do desespero. A ‘testinha’ do bebê bateu. Nas primeiras horas, não tínhamos noção. A mente apaga. Foi conversando com a monitora que ela me contou o que aconteceu. Eu não lembrava de nada. A testinha dele foi batida na hora do socorro, quando viramos para fazer manobra de desengasgo. Ninguém teve tempo de imaginar que ele havia falecido durante o sono”, declarou. 

A proprietária do berçário ainda afirmou que o bebê não estava bem há vários dias e que ele deveria ter sido levado ao hospital pela família para ser submetido a mais exames, o que não teria acontecido.

“O bebê dormiu e não acordou mais. Eu sei que é difícil aceitar. Encontrar um culpado pode trazer mais conforto. Mas, não é aqui que estão os culpados. E quando a mãe do bebê perceber talvez seja tarde demais. O bebê não estava bem há dias, deveria ter feito exames, mas não fizeram”, alegou.

O inquérito do caso foi concluído na última sexta-feira (17) e a Polícia Civil indiciou a proprietária da creche e sócia por homicídio culposo, isto é, quando não há intenção de matar.

Durante as investigações, foram realizadas as oitivas de familiares, testemunhas e funcionários da creche. A investigação apontou que o fato que levou ao óbito foi causado por descuido e inobservância de segurança à criança.

A gestora da creche também foi indiciada. O inquérito concluiu que ela foi omissa em garantir espaços com proteção para resguardar as crianças ali assistidas e também foi negligente no atendimento à criança.

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