Duas mulheres, de 51 e 53 anos respectivamente, suspeitas da prática de agiotagem foram denunciadas à Polícia Civil por enviarem três homens até a casa de 'cliente' para intimidá-la e reforçar a cobrança de pagamentos atrasados. Além disso, a vítima relatou que foi surpreendida com um carro estacionado em frente a sua residência com um banner com seta indicando que ela devia dinheiro às investigadas. Segundo a mulher, intenção foi de expô-la ao ridículo diante dos vizinhos.
As suspeitas foram alvos mandados de busca e apreensão, e duas medidas cautelares as proibindo de se aproximarem ou entrar em contato com a vítima por meio de mensagens. O Judiciário acolheu os pedidos de cautelares após o delegado Rogério Ferreira apontar ciclo de ameaças contra a 'cliente'.
As investigações tiveram início após a vítima procurar a delegacia relatando estar sendo ameaçada, intimidada e coagida. As apurações apontaram que as suspeitas realizavam empréstimos com cobrança de juros mensais de aproximadamente 10%, valor considerado excessivo e caracterizador da prática ilegal.
O delegado titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), Rogério Ferreira, orienta que pessoas que estejam sendo vítimas de agiotas, especialmente quando submetidas a ameaças ou exposição vexatória, procurem uma unidade policial para registro formal da ocorrência.
"Somente com a formalização da denúncia é possível à Polícia Civil adotar medidas investigativas eficazes, inclusive representar por mandados judiciais e requerer medidas cautelares para proteção das vítimas semelhantes à medidas protetivas da Lei Maria da Penha", concluiu.
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