O delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prometeu prender todos os envolvidos na morte do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, em Várzea Grande. Segundo ele, a prisão de serrallheiro e a localização do corpo da vítima representam parte do trabalho realizado, mas a Polícia Civil continua empenhada em identificar os demais participantes e esclarecer as circunstâncias do crime.
“Eu me comprometo a prender todos os envolvidos. Uma parte já cumpri. Pegar um suspeito e entregar o corpo à mãe”, declarou o delegado à imprensa.
Pouco antes de prender Elias Samuel Delgado da Silva, o delegado conversou com a mãe de Breno. Na ocasião, o delegado se comoveu com o caso e se emocionou com as palavras da mãe, que naquele momento ainda vivia a angústia de não saber o que havia acontecido com o filho.
A mãe de Breno compartilhou sua dor diante do desaparecimento do jovem, momento que, segundo o delegado, reforçou seu compromisso de encontrar o professor e dar uma resposta à família. O primeiro suspeito foi preso logo após a conversa e o corpo localizado em seguida.
A investigação apontou que Elias, conhecido como “Bigode”, estava com Breno no momento do homicídio. Ele foi preso temporariamente e é apontado como principal suspeito do caso. Em depoimento, Elias afirmou que outros dois homens também teriam participado do assassinato. A versão é investigada pela Polícia Civil.
O laudo pericial apontou que o professor sofreu 13 golpes de faca, distribuídos entre o tórax e o abdômen, o pescoço e a região genital. Conforme o delegado, a morte foi provocada por choque hemorrágico decorrente de hemorragia aguda, principalmente em razão de lesões vasculares no pescoço e no abdômen.
Outro elemento apurado pela polícia é o uso do celular da vítima pelo suspeito após o crime. Conforme a investigação, Elias teria utilizado o aparelho para se passar por Breno em conversas com o irmão gêmeo do professor, numa tentativa de manter a aparência de que ele ainda estava vivo.
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O CASO
Breno desapareceu em 26 de setembro, após sair de casa, no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande. Depois de 12 dias de buscas, o corpo foi localizado na noite de 8 de outubro, em uma área de brejo alagado no bairro 13 de Setembro, no mesmo município.
A localização ocorreu após a prisão de Elias na região do Lago do Manso, em Cuiabá. Segundo as informações da investigação, o suspeito indicou aos policiais o local onde o corpo havia sido abandonado. O desaparecimento do professor completou 21 dias nesta quinta-feira (16), enquanto a apuração segue em andamento.
A Polícia Civil ainda investiga a finalidade e as circunstâncias do assassinato. A possibilidade de tortura também foi mencionada pelo delegado e depende do avanço das investigações para ser esclarecida. A corporação busca identificar os demais participantes e reconstruir a dinâmica do crime.
Com informações do Repórter MT
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