Domingo, 04 de Outubro de 2020, 08h:29

Tamanho do texto A - A+

Após três anos, agrônomo continua desaparecido e caso ainda não tem solução

Por: AMANDA DIVINA

Após três anos do desaparecimento do engenheiro agrônomo Éder Tadeu Maciel da Costa, de 29 anos, em  Água Boa (a 736 km de Cuiabá), a Polícia Civil continua as investigações, sem nenhuma pista do seu paradeiro.

Reprod/ Montagem

LAVOURA

 

Cerca de trinta dias antes de desaparecer, Éder havia se mudado para Água Boa, em abril de 2017, para trabalhar. Sua família ficou em Nova Mutum, a 269 km da Capital. 

De acordo com os familiares, no último contato feito pelo engenheiro, ele teria informado de que sairia da região e seguiria para Canarana, onde faria um trabalho.

Conforme o delegado Gutemberg de Lucena Almeida, até o momento nenhuma pista foi encontrada.

A família informou para a Polícia Civil durante as diligências que Éder também não tinha histórico de problemas psicológicos, no entanto a hipótese não foi descartada.

"Nós trabalhavamos com várias hipóteses como sequestro mas pelo o que a gente apurou, não há elementos que possam indicar esse sequestro para alguma finalidade", disse.

A primeira parte do inquérito policial foi encaminhada para o Ministério Público, para averiguar se outras diligências específicas serão ordenadas. O carro do engenheiro foi encontrado perto de uma lavoura de milheto.

Antes de desaparecer, Éder fez um trajeto dentro da lavoura, que foi capturado com a ajuda de um drone. A caminhonete era da empresa em que ele trabalhava.

Segundo o delegado, a hipótese de um homicídio no local foi descartada, visto que não foi encontrado marcas de sangue. Após o desaparecimento, nenhuma movimentação bancária em sua conta foi feita e nenhuma ligação ou mensagem foi enviada do celular da vítima. 

"Outra hipótese seria o homicídio por conta do local do desaparecimento, mas não temos nada concreto do que tenha ocorrido e nem vestígios de que o corpo tenha sido enterrado", pontuou.

A Polícia Civil acionou as guarnições de outros estados que realizarem outras diligências com objetivo de encontrar Éder, visto que o local do seu desaparecimento é uma área de fronteira com outros estados.

"Quando passa muito tempo é mais difícil de encontrar. A nossa esperança é de que ele tenha tido um surto porque essa possibilidade é a esperança mais forte dele estar vivo em algum lugar", ressaltou o delegado.

Avalie esta matéria: Gostei +4 | Não gostei - 5