Quinta-Feira, 28 de Maio de 2020, 16h:18

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Ao relatar agressões, advogada diz que usava roupas longas para esconder marcas de violência

Por: KHAYO RIBEIRO

A advogada Luciana Póvoas relatou à delegada Jannira Laranjeira que está cansada de precisar se vestir com roupas longas para esconder as marcas de agressões feitas pelo seu marido Leonardo Campos, que é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso.

Reprodução

Luciana Póvoas e Leonardo Campo

 

Durante o depoimento prestado à delegada, na madrugada desta quinta-feira (28), Luciana disse sofrer constantes agressões físicas e psicológicas e por isso requereu o divórcio. Porém, por conta da dependência financeira, ela continua morando com Leonardo. Conforme noticiado pelo HNT/HiperNotícias, a advogada procurou a polícia na noite de quarta-feira (27) para denunciar que sofreu violência doméstica efetuada por seu companheiro.

À polícia, Luciana disse que todo o episódio de violência teve início quando o marido chegou em casa embriagado, se enfureceu ao ser questionado sobre onde estava e então a empurrou. Assustada pelo fato de o companheiro ter uma arma de fogo, a advogada pediu para que Leonardo se retirasse da residência.

Durante a discussão, o advogado ainda teria iniciado uma gravação em seu celular xingando a esposa de “louca, descompensada e desequilibrada”. Além disso, Luciana apontou que sofre violência financeira por parte do marido, uma vez que mesmo sendo sócia do escritório de advocacia da família ela não tem acesso aos valores recebidos.

O medo da insegurança financeira e o temor quanto à possibilidade de não conseguir manter o padrão de vida do filho adolescente seriam as razões pelas quais a advogada mantém o vínculo afetivo.

Após passar a noite na delegacia, Leonardo foi solto na manhã desta quinta-feira, depois do juiz entender que não havia elementos suficientes para converter a prisão em flagrante em preventiva.

Conforme noticiado anteriormente, o presidente da OAB antecipou que acionará a instituição para que sua conduta seja avaliada e requereu todo o apoio da Comissão do Direito à Mulher para acompanhar de perto o desenvolvimento do caso.

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