O advogado Rodrigo da Costa Ribeiro denunciou um suposto esquema de corrupção no condomínio Brasil Beach, em Cuiabá, e afirma ter sido alvo de perseguição após apontar irregularidades que, segundo ele, causaram prejuízo superior a R$ 600 mil aos moradores.
Nos documentos enviados a autoridades federais, ele detalha indícios de sobrepreço em contratos, cobranças indevidas, falhas na execução de serviços e inconsistências na gestão financeira do condomínio, com base em análises documentais e laudos periciais.
Um dos pontos centrais da denúncia é o suposto compartilhamento irregular de seus dados pessoais com a polícia, sem autorização judicial. De acordo com o advogado, essas informações teriam sido utilizadas para embasar investigações posteriores, o que, na avaliação dele, compromete a legalidade de toda a apuração.
Rodrigo também afirma que foi construída uma narrativa que o associava a uma facção criminosa, o que, segundo ele, não se sustentou no decorrer do processo. A condenação final se limitou ao crime de posse ilegal de munições, com pena em regime aberto, após cerca de 79 dias de prisão.
Ele sustenta que, após passar a questionar a ex-administração do condomínio, começou a enfrentar uma escalada de conflitos, incluindo registros de ocorrências, embates em assembleias e tentativas de desgaste de sua imagem em grupos internos.
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O médico Rubens Carlos de Oliveira Júnior é apontado pelo advogado como um dos principais responsáveis por esses ataques. Segundo Rodrigo, o médico teria atuado na divulgação de conteúdos negativos a seu respeito, participado de discussões com tom ofensivo em grupos de moradores e contribuído para a construção de uma narrativa que buscava descredibilizá-lo publicamente, especialmente no período que antecedeu sua prisão.
Ainda de acordo com o advogado, esse tipo de conduta não seria isolado. Ele cita que Rubens já foi alvo de investigação em operação policial relacionada ao uso de redes sociais para ataques, o que, segundo Rodrigo, demonstraria um padrão de atuação. O advogado também afirma que houve uma atuação coordenada, com utilização de diferentes meios, incluindo a disseminação de informações e exposição pública, como forma de pressão e intimidação.
Na representação, o advogado pede a abertura de investigação federal, a preservação de provas e a responsabilização dos envolvidos.
ESQUEMA EM CONDOMÍNIO
O esquema a que se refere a queixa-crime apresentada pelo advogado teria ocorrido durante gestão de uma policial rodoviária federal, que renunciou após pressão dos moradores em meados de 2025. À época, os condôminos chegaram a realizar uma assembleia, ocasião em que seria votada uma auditoria para confirmar o rombo no caixa do Brasil Beach.
No entanto, Rodrigo foi agredido por um delegado, citado nas representações do advogado, durante a deliberação. À época, o delegado justificou que teria agredido Rodrigo devido a sua "truculência" com os vizinhos. A confusão interrompeu a votação acerca da auditoria, que agora está sob definição judicial.
Segundo o advogado, a policial, o marido dela, que também é delegado e outros moradores do condomínio teriam agido de forma organizada para perpetrar e dissimular as irregularidades, inclusive intimidando outros condôminos.
À reportagem, a atual gestão do Brasil Beach confirmou que fez diligências extraoficiais que atestam os gastos superfaturados e outras inconsistências que causaram prejuízo à saúde financeira do condomínio.
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