A queda abrupta no tráfego ocorre em meio ao impasse entre EUA e Irã sobre retomada de negociações de paz. De acordo com a Al-Mayadeen, centenas de navios aguardam ao sul de Ormuz pelas aprovações necessárias da marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, em inglês) para atravessar a rota em segurança.
Segundo a Reuters, o Irã decidiu mudar sua política de defensiva para "totalmente ofensiva" e está preparado para intensificar as tensões no Estreito de Ormuz, devido justamente à estagnação das conversas para colocar um fim definitivo na guerra. As autoridades pretendem conduzir um ataque "oportuno e preciso" para romper o bloqueio naval dos EUA, caso a diplomacia fracasse.
Por outro lado, o Estreito de Bab el-Mandeb - que também tem sido utilizado como ponto de pressão durante a guerra - teve aumento de 6,7% na navegação, conforme a Marine Traffic. Foram 150 navios entrando no Mar Vermelho e 104 saindo, totalizando 254 embarcações ante 238 no levantamento passado. Os trânsitos em modo "sombra", ou ocultos, tombaram de 40 para 16, embora exposições de segurança e compliance tenham persistido.
Ainda assim, permanece o ambiente de tensões no Mar Vermelho agravado pelos conflitos entre Houthis e Arábia Saudita. Hoje, o grupo militante do Iêmen, que também é alinhado ao Irã, assumiu responsabilidade por um ataque com mísseis balísticos contra um navio militar saudita e quatro embarcações de escolta, nas proximidades da cidade de Moca. Os Houthis também afirmaram ter lançado uma ofensiva com drones contra forças do governo na província de Marib.
Paralelamente, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, em inglês), da marinha britânica, alertou que um navio foi abordado por oito pessoas armadas, que tomaram controle da embarcação na região de Mareero, Somália, no Golfo de Áden. Segundo o alerta, autoridades investigam a situação e navios devem navegar com cuidado pela região, reportando atividades suspeitas ao UKMTO.
*Com informações da Associated Press
(Com Agência Estado)
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