"O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nem ninguém em nosso governo, jamais solicitou qualquer alteração nesse sistema", declarou Rubio, ao ser questionado sobre reportagem do The Wall Street Journal segundo a qual Musk teria decidido limitar os serviços, surpreendendo Kiev. O secretário ressaltou, porém, que não havia lido a matéria.
Rubio procurou diferenciar o Starlink, serviço comercial de internet por satélite que também pode ser utilizado para orientar drones, do Starshield, sistema desenvolvido para aplicações militares. Segundo ele, enquanto o primeiro opera sob contratos privados, o segundo é um produto de defesa contratado e utilizado pelo Departamento de Guerra americano.
"Não podemos determinar a uma empresa privada quais decisões ela deve ou não tomar", afirmou. O chefe da diplomacia americana acrescentou que, embora Washington possa estabelecer condições para serviços contratados pelas Forças Armadas, não controla as decisões comerciais da SpaceX sobre o Starlink.
Rubio também rejeitou acusações de autoridades ucranianas de que os EUA estariam privando Kiev de recursos essenciais à defesa do país. "Não haveria Ucrânia hoje se não fosse pela assistência que os Estados Unidos forneceram", declarou, destacando o apoio militar de Washington desde o governo de Joe Biden.
Segundo o secretário, a prioridade de Trump permanece encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia.
(Com Agência Estado)
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