Rezaei condicionou o avanço das negociações de paz a liberação de ativos iranianos congelados pelos EUA por meio de sanções econômicas. "Consideramos isso como um sinal de boa fé para alcançar a paz, e US$ 24 bilhões não é um valor elevado para a América. É um teste em que eles precisam passar e o caminho será reaberto", disse, acrescentando que o dinheiro nunca pertenceu aos EUA. "É dinheiro do Irã".
O conselheiro militar também acusou os americanos de "não dizer a verdade" sobre o andamento das negociações. Segundo Rezaei, as conversas ainda estão travadas no primeiro estágio e foram interrompidas por conta do presidente americano Donald Trump. "Trump precisa deixar seus interesses de lado, tomar decisões separadas de Israel, liberar ativos e aí teremos um novo caminho, um novo horizonte" para as relações entre Washington e Teerã, apontou.
Contudo, sem avanço nas negociações e com a continuidade do bloqueio marítimo pelos EUA, Rezaei ameaçou ampliar as frentes de guerra. "Vamos dar outra dimensão para esse conflito. Vamos expandir para o Oceano Índico, para o Estreito de Bab al-Mandab e atacar bases dos EUA diferentes dos lugares que já atacamos, e perdas dos EUA serão pesadas", disse.
O conselheiro também negou qualquer possibilidade de encontro entre Trump e Khamenei. "Isso não acontecerá", afirmou.
(Com Agência Estado)
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