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Quinta-feira, 04 de Junho de 2026, 08h:00 - A | A

Presidente do Líbano diz que cessar-fogo com Israel pode começar em 24h; Irã nega avanços

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que a implementação de um cessar-fogo entre Israel e o grupo Hezbollah poderá começar em até 24 horas após a aprovação final do acordo. Em declarações divulgadas pela emissora libanesa MTV, Aoun disse que as partes ainda aguardam respostas e garantias sobre o cumprimento dos termos do entendimento.

Segundo o presidente, as negociações enfrentaram dificuldades significativas nos últimos dias. "As negociações de ontem foram muito difíceis", afirmou. Aoun revelou ainda que o chefe da delegação libanesa, Simon Karam, chegou a suspender as conversas, que só foram retomadas após intervenção do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.

Enquanto Beirute sinaliza proximidade de um acordo, autoridades iranianas adotaram um tom mais cauteloso. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que "não houve nenhum progresso concreto no processo de negociações", embora tenha confirmado a continuidade da troca de mensagens com os EUA sobre a necessidade de interromper os ataques israelenses contra a capital libanesa.

Araghchi afirmou que o retorno às negociações depende da garantia dos direitos do povo iraniano, do fim da guerra no Líbano e da redução das tensões regionais. O chanceler também advertiu que, caso os ataques contra Beirute continuem, as Forças Armadas iranianas estariam preparadas para "retomar a guerra e atingir alvos dentro de Israel".

Em mais uma declaração em defesa do Hezbollah, o comandante da Força Quds, braço externo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Esmail Qaani, disse que apoiar a "resistência" libanesa é um dever. "A exigência mínima da resistência é que o regime ocupante recue para a posição que ocupava antes do início da guerra de 40 dias", afirmou, acrescentando que os combatentes libaneses "em breve verão os resultados de sua resistência corajosa".

(Com Agência Estado)

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