Segundo autoridades russas, o navio Anatoly Kolodkin aguarda para descarregar no porto de Matanzas. O Kremlin afirmou que a situação foi discutida previamente com representantes americanos, mas ressaltou que considera um dever apoiar Cuba, classificada como país aliado.
Os Estados Unidos tinham interrompido as exportações de petróleo da Venezuela para a ilha após a deposição do ditador Nicolás Maduro, em janeiro, além de ameaçar aplicar tarifas a países que enviassem combustível ao governo cubano. No entanto, no domingo, 29, o presidente Donald Trump indicou uma possível mudança de posição ao demonstrar simpatia pela necessidade energética da população cubana.
De acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a questão do envio foi tratada em contatos com Washington. Ele afirmou que, diante da situação considerada "desesperadora" em Cuba, a Rússia pretende continuar trabalhando para garantir novos fornecimentos.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou que o país não recebia um petroleiro havia cerca de três meses. A escassez de combustível tem provocado apagões frequentes em todo o território, que possui cerca de 10 milhões de habitantes, e agravado os riscos à saúde, especialmente entre pacientes com câncer.
Após a Revolução de 1959, Cuba passou a depender da então União Soviética para o fornecimento de petróleo e, atualmente, precisa importar derivados como óleo combustível e diesel para geração de energia.
Dados de rastreamento marítimo indicam que o navio partiu do porto russo de Primorsk, no Mar Báltico, em 8 de março, e navegava ao longo da costa norte cubana antes da chegada.
(Com Agência Estado)
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